Apresentando: Bonito

Os amigos que iam a Bonito voltavam falando maravilhas e também…que eu era uma pessoa que já deveria ter ido para lá.

Eles me conhecem: gosto de mato, água e uma certa aventurazinha. Mas eu achava que o lugar era um pouco fora de mão para ir em apenas um feriado de três ou quatro dias, então preferi ter um pouco mais de tempo nas mãos para ver tudo o que eu queria por lá.

A oportunidade apareceu na primeira semana de julho: nos planejamos e, um mês depois, estávamos a caminho de um dos destinos ecoturísticos mais famosos do Brasil. E, para ser sincera, essa qualificação me preocupava: como funcionava na prática a organização turística da cidade, totalmente diferente dos outros destinos natureza que eu já tinha visto no Brasil?

O município de Bonito fica na Serra da Bodoquena, um pouco abaixo do limite sul do Pantanal Mato-grossense, e tem uma particularidade: grande parte de sua estrutura geológica é de rocha calcária. Isto explica a grande quantidade de cavernas e grutas da região (o calcário é uma rocha macia, fácil de ser esculpida pelas águas), assim como os rios de água claríssima (o calcário filtra a água dos rios).

No início dos anos 90, o município foi descoberto como destino turístico e, com o crescimento do número de visitantes, surgiu a preocupação com a preservação do lugar, especialmente com as nascentes dos rios. A solução encontrada foi a seguinte: limitar a entrada de visitantes nas atrações (quase todas em propriedades particulares), condicionar as visitas à companhia de um guia credenciado e tabelar os preços dos passeios.

Hmmmm… eu já estava um pouco preparada para o que eu iria ver, mas ainda é mais organizado do que eu imaginava. Um pouco…engessado. Sem espaço para um momento a mais de relax naquele cantinho que você adorou.

Para quem está acostumado com lugares onde praticamente não existe estrutura, com pouca gente circulando e onde você faz o seu ritmo, mesmo com um guia, o esquema assusta. Sempre tem um grupo saindo da trilha e outro esperando logo atrás de você, o que pode dar a impressão de uma linha de produção.

O ponto positivo é justamente…ter estrutura. Os receptivos são confortáveis, com vestiários, restaurante, piscina e são úteis para quem vai com filhos. A agenda organizada dos visitantes e a presença dos guias ajuda a manter tudo organizado. Fica a dúvida sobre a quantidade de visitantes, mas todos os guias asseguram que foram feitos estudos de impacto na determinação do número máximo diário. Espero que sim.

E vamos ser justos: a região é realmente belíssima. Bichos silvestres são vistos com facilidade nas estradas, as cachoeiras são refrescantes e a flutuação é uma experiência necessária para quem é louco por água. Às vezes me lembro daqueles rios, os peixes nadando sossegadamente do meu lado e penso quando poderei voltar…

Está em dúvida se Bonito é o lugar para você? Não se decida ainda, não…espere as cenas dos próximos posts. :-D

Começando o dia…e o blog

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Bem-vindos a bordo!

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