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	<title>A Turista Acidental</title>
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		<title>Estamos em Santiago</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 01:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cuba]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuando yo llegue A mi Oriente querido Cuando yo asome Al balcón de la capital Cuando yo sienta sonar Las campanas de la catedral Doy un salto de alegría Y les digo a los viajeros Estamos en Santiago (Balcón de Santiago &#8211; Francisco Repilado)                &#8220;El Oriente&#8221; é uma terra gloriosa: para o governo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="_DSC0296a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0296a-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></strong></p>
<p><em>Cuando yo llegue</em><br />
<em>A mi Oriente querido</em><br />
<em>Cuando yo asome</em><br />
<em>Al balcón de la capital</em><br />
<em>Cuando yo sienta sonar</em><br />
<em>Las campanas de la catedral</em><br />
<em>Doy un salto de alegría</em><br />
<em>Y les digo a los viajeros</em><br />
<em>Estamos en Santiago</em></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xQnYUhdF1sM" target="_blank">(Balcón de Santiago &#8211; Francisco Repilado)</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               &#8220;El Oriente&#8221; é uma terra </strong>gloriosa: para o governo e seus simpatizantes este é o berço da Revolução, quando a Serra Maestra abrigou Fidel e seu pequeno exército frente a Fulgencio Batista. Perto dali também fica o parque nacional do histórico desembarque do Granma. E Santiago de Cuba, nosso destino, abriga o Quartel Moncada, uma tentativa fracassada de tomada do poder por parte dos rebeldes (tratada como ato de grande bravura, no entanto).</p>
<p><img title="_DSC0151a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0151a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC9585a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9585a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Mas o Oriente de Cuba</strong> é glorioso também por ser a origem de algo muito mais interessante: a música cubana – intensa e envolvente. Desde o século XVIII, Santiago foi o foco musical no país, desde o barroco, passando pelas contradanças, habaneras, evoluindo para o <em>danzón</em> e posteriormente o changuí, a trova e o són. Entre os nascidos na região, o destaque é Francisco Repilado, conhecido mundialmente como Compay Segundo.</p>
<p><img title="_DSC9606a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9606a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Vir para Cuba é, para</strong> muitos, uma oportunidade de presenciar a maravilha que é essa mistura de sons europeus e africanos, cozidos no mesmo caldeirão por mais de dois séculos e que gerou uma gama imensa de ritmos. A influência da música surgida nesta parte do Caribe influenciou a criação musical de muitos outros países e, ao se espalhar pelo mundo, até hoje deixa mais feliz a vida de muitos admiradores.</p>
<p><img title="_DSC0219a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0219a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Você vai encontrar música em</strong> Havana: em cada bar e em cada restaurante de Habana Vieja há um grupo tocando música de ótima qualidade, mas o que acontece é que, depois de um dia curtindo o bairro antigo, corre-se o risco de repensar se o seu repertório no iPod precisa mesmo do álbum do Buena Vista. Especialmente Chán Chán. Mas a idéia só passa rápido pela cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Existem vários clubes na cidade</strong> e queria especialmente tentar a Casa de La Música, conhecida por ter bons shows de salsa. Fomos desencorajados de ir à de Centro Habana, por conta dos arredores perigosos, e tentamos na de Miramar, depois de um jantar no ótimo paladar La Cocina de Lilliam, ali perto. Uma fila enorme cheia de <em>jovencitos </em>e o local remoto nos dissuadiram. Até tentei um programa que parecia bem turístico mesmo, uma banda estilo&#8230;Buena Vista, num bar da Plaza Vieja.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC8669a.jpg" target="_blank"><img class="size-large wp-image-4567 alignnone" title="_DSC8669a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC8669a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></a><img title="_DSC9525a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9525a-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>              Depois de descer o Prado</strong> pobremente iluminado e mesmo assim lindo, o táxi contornou a entrada do porto e nos deixou na Plaza de San Francisco. De dia, linda. À noite, encantadora, com as luzes que iluminam a igreja e os prédios grandiosos refletidas no chão de paralelepípedos. Depois de um jantar no Café Del Oriente e uma caminhada pela Calle Mercaderes, é até possível imaginar como seria uma Havana Vieja inteiramente restaurada, romântica&#8230;Mas os recônditos abandonados também tem sua beleza e sua atmosfera, apesar da luz chegar apenas ao corredor turístico. Como conciliar esses dois mundos diferentes vivendo em um mesmo bairro? Até que ponto será viável continuar restaurando tendo em vista outras necessidades dos seus moradores? E como será quando chegar o momento em que, imaginando um futuro democrático e de crescimento, Havana Vieja começará a ficar cara para aqueles que estão ali há décadas? É fácil perceber a dualidade centro turístico <em>versus</em> centro dos moradores. Não há muita movimentação de visitantes além da Plaza Vieja – aliás, voltemos a ela.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Apesar da reserva, percebemos que</strong> não há lugares para nós: ah, a eficiência e organização estatais&#8230;A banda é muito boa e o mojito não vai mal, mas a mesa improvisada é uma piada e decidimos que ainda não tínhamos achado um lugar decente para ouvir música cubana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Tudo mudou quando colocamos nossos</strong> pés em Santiago, após provarmos de um dia inteiro de desorganização dos aeroportos e companhias aéreas cubanas. Cancelamentos, brigas, funcionários claramente sem idéia do que faziam, atrasos e mais atrasos, várias situações kafkianas nos fizeram rir – era a única saída possível para mantermos a calma. Mais do que nunca precisávamos de boa música e diversão de verdade.</p>
<p><img title="_DSC9609a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9609a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               E conseguimos, achamos nosso canto</strong> na capital da música cubana: a Casa de la Trova. No centro, junto à também venerável Casa del Estudiante, ela nos acolheu nas noites <em>santiagueras</em> com música deliciosa. Muita salsa, <em>són</em> e guaracha ouvidos no balcão de ferro batido, com vistas para a catedral e casais dançando na pequena pista, junto à orquestra. O público é misturado, cubanos e turistas, gente de todas as idades, astral altíssimo. Bons mojitos e minha querida mãe como musa da banda, que mais eu posso querer?</p>
<p><img title="_DSC9604a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9604a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Uma das noites foi justamente</strong> o Réveillon e a festa da Casa de la Trova acabou resvalando para o vizinho Parque Cespedes, lotado de gente comprando e comendo bolos cheios de merengue (um costume local). Aliás, descobrimos um padrão de extremos em Santiago: comida horrorosa e música divina &#8211; até o café da manhã sofrível do nosso hotel ficava um pouco melhor com a presença de um moço pianista impecável. E, se os bolos verdes não nos apeteciam, uma ótima banda tocando em frente à prefeitura confirmava a teoria, muita gente dançando no meio da praça, inclusive uns poucos turistas treinando o que aprenderam nas aulas de salsa. Diversão familiar e tranqüila, me fazendo lembrar de tantas festas passadas no interior de São Paulo e Minas.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_0769a.jpg" target="_blank"><img class="size-large wp-image-4565 alignnone" title="IMG_0769a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_0769a-1024x768.jpg" alt="" width="297" height="223" /></a><img title="IMG_0765a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_0765a-1024x768.jpg" alt="" width="297" height="223" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>E Santiago, mesmo sendo a</strong> segunda maior cidade de Cuba, nos parecia mesmo com uma cidadezinha do interior, aprisionada dentro de uma bolha do tempo marcando anos 50. Não faltava nada, nem os famosos carrões, nem os anúncios das lojas, os paralelepípedos ou os vendedores de frutas ambulantes. Os prédios eram mais da virada do século XX, mas a única coisa que realmente destoava era a vestimenta de moços e moças, cuja desinibição e gosto por brilhos e bordados não guardava nenhuma semelhança com aquela época elegante.</p>
<p><img title="_DSC9708a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9708a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><img title="_DSC9648a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9648a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC0315a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0315a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Os trilhos do bonde ainda</strong> são mantidos grudados ao asfalto e vão conduzindo num passeio sem pressa pelo centrinho compacto: a casa de Velázquez, tida como a mais antiga de Cuba&#8230;</p>
<p><img title="_DSC9743a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9743a-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><img title="_DSC9787a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9787a-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC9794a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9794a2-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">             <strong> &#8230;o balcão com vista para</strong> o porto, os museus, a encantadora livraria do Conrado (onde o papo e o acervo fazem o tempo andar rápido demais)&#8230;</p>
<p><img title="_DSC9590a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9590a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><strong>               &#8230;o pátio da Artex – o</strong> lugar para comprar música ouvindo bandas excelentes, a rua do comércio e seu ambiente retrô&#8230;</p>
<p><img title="_DSC0181a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0181a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC0193a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0193a1-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p><img title="_DSC0188a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0188a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><strong>&#8230;e as graciosas pracinhas ali</strong> e aqui.</p>
<p><img title="_DSC0225a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0225a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><strong>               O Parque Cespedes é a</strong> principal delas, onde ocorre <em>footing</em> sério e muita fofoca, imagino&#8230;</p>
<p><img title="_DSC0298a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0298a-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">              &#8230;<strong>e, para ter uma visão</strong> privilegiada do movimento e um bom cafezinho, o melhor lugar é a varanda do hotel Casa Granda. Segundo Graham Greene, aqui era um ponto de espiões na época revolucionária, mas hoje a observação de pessoas é apenas um esporte.</p>
<p><img title="_DSC0286a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0286a-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><img title="_DSC9805a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9805a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC9620a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9620a-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Os tempos já foram mais ameaçadores</strong>, considerando toda a atividade revolucionária que ocorria na Sierra Maestra (que envolve a cidade): até o século XVIII Santiago era um entreposto comercial famoso no Caribe e altamente desejado por todo tipo de aproveitadores que navegavam por estas águas. Várias foram as ocasiões em que a cidade foi invadida, queimada e saqueada por piratas e corsários e a solução foi a construção de uma fortaleza que guardasse a entrada da baía.</p>
<p><img title="_DSC0006a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0006a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>              Uma belíssima fortaleza acabou saindo: </strong>Castillo de San Pedro de la Roca, reconhecido pela Unesco como um dos melhores exemplos de arquitetura renascentista no novo mundo. Além de tudo ainda há um museu de pirataria, muito informativo, e vistas para o mar azul do Caribe abaixo e até onde o horizonte alcança. Muito silêncio e iguanas medrosas, nem parece ser uma das maiores atrações turísticas da região.</p>
<p><img title="_DSC9964a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9964a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><img title="_DSC9915a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9915a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC9904a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC9904a-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Se o dia estiver bonito,</strong>  como era o nosso caso, dá vontade de estar mais próximo da água. Mas é uma pena não haver praias bonitas perto de Santiago, a melhor opção é contornar uma parte da baía e fazer uma rápida travessia de barco&#8230;</p>
<p><img title="_DSC0138a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0138a-1024x682.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><strong>               &#8230; até o Cabo</strong> <strong>Granma, ilhota</strong> que abriga uma colônia de pescadores.</p>
<p><img title="_DSC0058a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0058a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>A população do leste de</strong> Cuba tem raízes jamaicanas e haitianas, pela proximidade da sua costa com esses dois países e é fácil perceber essa origem nos rostos das pessoas reunidas na praça e nas crianças que brincam pela única rua do povoado.</p>
<p><img title="_DSC0102a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0102a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><img title="_DSC0097a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0097a-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC0083a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0083a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Se em Santiago a sensação</strong> é de estar em uma cidade do interior da primeira metade do século XX, em Cabo Granma é como se ele tivesse parado de vez, nem a brisa soprava. Além de duas lindas meninas que nos fizeram um pouco de companhia, somente uma cachorrinha encantadora nos acompanhou na caminhada em volta da ilha, uma coleção de casinhas de madeira que traduz bem a palavra bucolismo.</p>
<p><img title="_DSC0062a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0062a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p><img title="_DSC0107a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0107a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC0092a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0092a-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p><img title="_DSC0100a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0100a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Almoçar por ali permitiu aproveitar</strong> mais um pouco da calma e sonolência deste canto de Cuba, um complemento e um respiro do ar frenético de Havana, para onde voltaríamos no dia seguinte, já com saudades.</p>
<p><img title="_DSC0108a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC0108a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
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		<title>Simplesmente Havana</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 01:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cuba]]></category>

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		<description><![CDATA[               Chove em Havana. São apenas seis da tarde, mas o céu já está escuro, com a ajuda de nuvens pesadas. É inverno no Caribe e, no entanto, sentimos o sol forte nos ombros o dia todo enquanto andávamos pela cidade antiga. Mesmo a chuva não consegue aplacar o calor. Da varanda do hotel, em Centro Habana, vejo a água cair e depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0414a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4459" title="_DSC0414a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0414a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Chove em Havana. São apenas </strong>seis da tarde, mas o céu já está escuro, com a ajuda de nuvens pesadas. É inverno no Caribe e, no entanto, sentimos o sol forte nos ombros o dia todo enquanto andávamos pela cidade antiga. Mesmo a chuva não consegue aplacar o calor. Da varanda do hotel, em Centro Habana, vejo a água cair e depois arrefecer, deixando uma tela de fundo colorido, nuvens azuis e chumbo com rasgos de rosa forte. O Capitólio toma todo o primeiro plano, não deixa espaço para nenhum dos seus magníficos vizinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>As luzes dos postes sobre </strong>o Parque de La Fraternidad são esmaecidas, como lâmpadas de mercúrio, refletindo no asfalto molhado. Os carros anos 50 passam abaixo e transportam a uma época que não existe mais e que nem vivi, mas talvez ainda exista no universo paralelo cubano. Batem à porta: é o mensageiro trazendo a senha do wi-fi. Volto para o presente por pouco tempo, mas o balcão e a cena ainda estão lá.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="_DSC8749a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8749a1-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Era o primeiro dia e</strong> as muitas perguntas ainda não tinham sido respondidas, a ansiedade continuava. Sempre há uma expectativa em conhecer um novo lugar, mas aqui a intensidade é duplicada, por tudo que implica visitar um país fechado, sujeito a uma ditadura de 53 anos, e um dos poucos no mundo a ainda manter a utopia comunista (ou socialista, como querem). Utopia que caiu por terra há muito tempo, ainda que permaneça o esforço por manter as aparências.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0353a2.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4419" title="_DSC0353a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0353a2-1024x537.jpg" alt="" width="630" height="330" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Esforço apenas, pois nos dias</strong> que se seguiram em Havana era muito fácil perceber a dificuldade do cotidiano: uma pequena caminhada por Centro Habana permite ver as escadarias dos cortiços em gloriosa decadência, os moradores olhando a vida passar nas varandas em meio às roupas penduradas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="_DSC9440a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9440a6-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC8805a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8805a2-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               &#8230;pequenos comércios vendendo umas três</strong> caixas de ovos ou alguns poucos legumes, senhoras que se aproximam pedindo dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="_DSC8781a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8781a1-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC8945a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8945a1-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8953a3.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4442" title="_DSC8953a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8953a3-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>A descrição é correta, mas</strong> não reflete o que é verdadeiro &#8211; Cuba (e Havana, em particular) é uma mistura complexa: vibrante, às vezes alegre, às vezes triste, espontânea, desconcertante sempre. Assim como aconteceu na Índia, o corpo fica em alerta, tentando captar tudo o que sente. Especialmente os olhos, que percorrem o cenário como se quisessem reter como uma peneira: o que não for percebido no momento, ficará guardado para futuras lembranças, para a construção da impressão definitiva do lugar. Ou talvez sobrem como matéria-prima para sonhos – como aqueles em que inventamos lugares dos quais temos saudades quando acordamos. E para onde nunca mais poderemos voltar.</p>
<p><img class="aligncenter" title="_DSC9424a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9424a2-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Mas eu divago, volto a</strong> colocar o pé no chão, neste caso representado pelas ruas havanesas de calçadas estreitas, o que dificulta a apreciação por muito tempo daquele edifício art-déco em que a deterioração não o fez menos bonito. Sem problemas, o do lado é igualmente belo, de estilo eclético, um dos muitos que habitam Centro Habana e que me fazem lembrar da cidade natal de meus pais. Um teatro neoclássico ao lado de ruínas coloniais tomadas por heras. Lojas pequenas, bares.</p>
<p><img class="aligncenter" title="_DSC8798a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8798a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">              <strong> É nesta região da cidade,</strong> ocupada após a colonial Habana Vieja não comportar mais moradores, que a cidade tem a sua face mais agitada e realista. Este é o cenário onde <a href="http://www.pedrojuangutierrez.com/" target="_blank">Pedro Juan Gutiérrez </a>viveu e contou suas histórias cruas: basta caminhar no grande trecho entre o Prado e o início do Vedado para relembrar algumas das passagens mais inacreditáveis.</p>
<p><img class="aligncenter" title="_DSC8843a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8843a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Ele ainda vive aqui, no</strong> Malecón, e diz que nunca conseguiria sair, pois o material para sua escrita está no bairro. Sem estranhamento, seus livros não são encontrados nas livrarias daqui, uma vez que seus relatos sobre a pobreza extrema do chamado Período Especial (após a queda da URSS) não relatam uma Cuba vitoriosa. Aliás, as livrarias são interessantes, até lindas, mas com um estoque tão ínfimo que é constrangedor.</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="_DSC8743a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8743a1-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC8861a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8861a1-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Foi em Centro Habana também</strong> que tivemos nossas melhores experiências gastronômicas. Utilizar este adjetivo em Cuba é um exagero – achar boa comida é difícil e quando se acha, é cozinha caseira, como a do paladar San Cristobal. Paladares são os restaurantes privados, em casas de família – uma das poucas concessões à iniciativa privada – e são sempre a melhor opção, considerando a mediocridade dos restaurantes estatais, muitas vezes bonitos e mais sofisticados, alguns em construções históricas.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9443a3.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" title="_DSC9443a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9443a3-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Mas o que os paladares</strong> perdem em conforto, ganham em sua ambientação kitsch, na receptividade das pessoas e na sua comida caprichada. O La Guarida é outro imperdível – eu sempre fico com um pé atrás em lugares <em>hype</em>, mas aqui é justificado: o cortiço onde ocupa o último andar é lindo em sua decadência e também uma oportunidade de observar a vida em aglomeração, sem privacidade. Além de tudo foi cenário do filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0106966/"><em>Morango e Chocolate</em></a>, um clássico cubano, e onde comi a minha melhor refeição de toda a viagem. Para sobremesa, o complemento perfeito é o sorvete da Coppelia, outro cenário do filme, na área mais agitada do Vedado. Vir aqui é uma experiência arquitetônica e social imperdível. Surpreendentemente, o sorvete é muito bom também.</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="_DSC9263a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9263a1-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC9264a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9264a2-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Mas voltemos a Centro Habana.</strong> A região do Capitolio tem atrações suficientes para um dia inteiro e mais: além do próprio, dá para montar um mini-roteiro de hotéis históricos (<a href="http://www.hotel-saratoga.com/">Saratoga</a>, <a href="http://www.hotelinglaterracuba.com/">Inglaterra</a>, <a href="http://www.hoteltelegrafo-cuba.com/">Telegrafo</a>, <a href="http://www.hotelsevilla-cuba.com/" target="_blank">Sevilla</a>, <a href="http://www.hotelplazacuba.com/">Plaza</a>&#8230;)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9511a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4461" title="_DSC9511a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9511a-1024x571.jpg" alt="" width="630" height="351" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0322a1.jpg" target="_blank"><img title="_DSC0322a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0322a1-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></a><img title="_DSC9467a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9467a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">                <strong>&#8230;fuçar a programação do espetacular</strong> Teatro Nacional, admirar o trabalho artesanal (e maçante) dos operários da <a href="http://www.habanos.com/article.aspx?aid=38&amp;lang=en">Partagás</a>&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8879a1.jpg"><img class="aligncenter" title="_DSC8879a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8879a1-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">              <strong> &#8230;passear no Parque Central e</strong> Parque de La Fraternidad, curiosar a santería na Associação Yoruba e o comércio popular ao redor, ir um pouco adiante na improvável Chinatown&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8906a1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" title="_DSC8906a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8906a1-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>&#8230;conhecer os detalhes do regime</strong> no Museu da Revolução&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0404a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4455" title="_DSC0404a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0404a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0406a.jpg" target="_blank"><img title="_DSC0406a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0406a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></a><img title="_DSC0453a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC0453a-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">                <strong>&#8230;e subir e descer várias</strong> vezes o Prado, uma das avenidas mais lindas da cidade. Ela é a própria ‘<em>rambla’</em>, seguindo até o Malecón, a beira-mar que funciona como ponto de encontro para locais, turistas e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prostitution_in_Cuba"><em>jineteros/as</em></a> e que merece uma análise sociológica à parte.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8835a1.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" title="_DSC8835a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8835a1-1024x679.jpg" alt="" width="279" height="179" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8931a1.jpg" target="_blank"><img title="_DSC8931a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8931a1-1024x679.jpg" alt="" width="279" height="179" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               Uma outra possibilidade é sair</strong> do Capitolio em direção a Habana Vieja pela Obispo e todo seu variado comércio, com uma parada inicial no Floridita para um daiquiri refrescante, ambiente elegante e garçons simpáticos demais para um ponto turístico deste porte. Mas aí começam outras mil oportunidades&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="_DSC9523a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9523a3-1024x680.jpg" alt="" width="297" height="197" /><img title="_DSC8740a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC8740a1-1024x679.jpg" alt="" width="297" height="197" /></p>
<p style="text-align: center;"> <img title="_DSC9015a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2012/01/DSC9015a2-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">PS: Meu querido <a href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2012/1/7/cuba-havana-e-santiago.html" target="_blank">Fatos e Fotos</a> também publicou suas primeiras impressões sobre Cuba.</p>
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		<title>Em busca da foto perdida</title>
		<link>http://www.aturistaacidental.com.br/2011/09/20/em-busca-da-foto-perdida/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 03:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[India]]></category>

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		<description><![CDATA[               Adoraria ter tido mais tempo em Jaipur – ele teria sido útil para explorar melhor o centro e o bazar ou permitir uma visita ao Moti Doongri, que víamos à noite, iluminado, dos jardins do nosso hotel. Poderíamos até fazer uma nova visita ao Amber Fort e a cidade abaixo dele, que tanto nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>               Adoraria ter tido mais tempo</strong> em Jaipur – ele teria sido útil para explorar melhor o centro e o bazar ou permitir uma visita ao <a href="http://www.asiaexplorers.com/india/moti_doongri.htm">Moti Doongri</a>, que víamos à noite, iluminado, dos jardins do nosso hotel. Poderíamos até fazer uma nova visita ao Amber Fort e a cidade abaixo dele, que tanto nos empolgou.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC3111a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4305" title="_DSC3111a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC3111a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>            Um</strong> dia a mais em</strong> Jodhpur seria perfeito para vermos a cidade com calma, coisa que teríamos feito se o nosso vôo para lá não tivesse sido cancelado (nos deixando apenas como opção seguir pela estrada).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC3565a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4306" title="_DSC3565a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC3565a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>               </strong>Até Delhi, que tantos detratam,</strong> merece mais dias (ou mais visitas): a cidade é complexa e interessante, cheia de camadas históricas. Ela representa bem as contradições da Índia atual, com sua cidade antiga medieval e a nova Delhi planejada do século XX.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC1396a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4304" title="_DSC1396a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC1396a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>               </strong>Mas não: a escolhida em</strong> que iríamos passar mais tempo era Udaipur. Ela já tinha conquistado seus pontos comigo aos poucos, naquele processo de apaixonamento por lugares que não sabemos explicar muito bem como começou: se não foi amor à primeira vista, a conquista deve ter sido lenta e paciente, uma reportagem aqui, um relato de amigo lá e quando percebemos a vontade já tomou conta.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5370a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4282" title="_DSC5370a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5370a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>               </strong>No meu caso, eu tinha</strong> uma idéia de Udaipur como repositório de uma Índia perdida e romântica, salas de palácio vazias em tons amarelados, cheias de passagens em arco, uma luz de fim de tarde fazendo imaginar a história passada ali. Tenho que admitir que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Octopussy">007 contra Octopussy</a>, algum tempo depois, me deu imagens mais concretas como base para sonho. E uma foto, em especial, arrematou tudo: um jardim e mesas, uma árvore grande fazendo sombra sobre eles, à beira do lago, com vista para um palácio. Não me perguntem onde eu a vi, se era parte de alguma matéria e em que veículo, mas o fato é que eu me peguei desejando muito um dia ir a Udaipur. E não só isso: queria achar esse cantinho e fazer a minha própria foto dele.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5362a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4219" title="_DSC5362a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5362a-1024x640.jpg" alt="" width="630" height="394" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>               </strong>O caminho até Udaipur</strong> <strong>é </strong>totalmente diferente dos que vemos em outras partes do Rajastão: já não temos o deserto nos acompanhando, mas montanhas e vales cheios de vegetação tropical, rios correndo ao longo da estrada. Água também não é um problema na cidade: ela vive à beira de vários lagos artificiais, sendo o mais famoso o Pichola. Além de proporcionar paisagens lindas (e curiosas) de onde quer que se esteja na cidade, eles ainda são um ponto de encontro dos moradores, que saem para passeios junto à água no final da tarde ou nos fins de semana, algo parecido com a <em>passeggiata</em>.</p>
<p><img class="aligncenter" title="_DSC5099a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5099a-1024x678.jpg" alt="" width="295" height="196" /> <img class="aligncenter" title="_DSC5100a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5100a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5338a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4218" title="_DSC5338a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5338a-1024x634.jpg" alt="" width="630" height="390" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>               </strong>Nos hospedamos à beira do</strong> lago, com vistas para o centro antigo e o Palácio da Cidade, na margem oposta. Foi sentada em um banco nos jardins do hotel, observando o cenário em meio às brumas da manhãzinha, que percebi que já tinha visto aquele perfil de construções: claro, na ‘minha’ foto. Comecei então a pesquisar o mapa da cidade em busca de algum lugar que pudesse proporcionar aquela mesma perspectiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5502a.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4224" title="_DSC5502a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5502a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>               Achei possibilidades, mas tínhamos outros </strong></strong>planos para aquele dia: um almoço marcado no Lake Palace, um ícone de Udaipur – era ali, no palácio branco no meio do lago, que tinham sido filmadas algumas das cenas mais interessantes do filme, o palácio da Octopussy.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="_DSC5168a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5168a-1024x628.jpg" alt="" width="630" height="386" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><strong>               </strong>Ao tomar o barco que</strong> iria nos levar do nosso hotel até o Lake Palace, percebi que estaríamos perto de um dos possíveis lugares da foto, mas, como ele passou longe da margem, não pude comprovar. E me esqueci um pouco da busca almoçando um dos meus pratos indianos favoritos, <a href="http://elrascooking.blogspot.com/2009/01/murgh-makhani.html"><em>murgh makhani</em></a> acompanhado de <a href="http://sudhiksha.com/products.php?product=Plain-Naan%7B47%7DButter-Naan"><em>butter naan</em></a>, com a sensação de flutuar sobre o lago, olhando o palácio do outro lado.</p>
<p><img title="_DSC5759a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5759a-1024x695.jpg" alt="" width="630" height="428" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><strong> <a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5788a.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4240" title="_DSC5788a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5788a-1024x679.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5740a1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4238" title="_DSC5740a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5740a1-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;">            <strong>   O Palácio da Cidade é o</strong> lar do <em>maharana</em> (marajá) de Udaipur, dividido entre a área íntima da família, um hotel (que também serviu de cenário para o filme) e a área histórica que pode ser visitada. Por fora é uma construção sólida, de cor dourada, com muralhas altas &#8211; dentro é um catálogo das mais lindas artes decorativas: afrescos, entalhes, mosaicos de vidro, espelhos, azulejos&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5137a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4249" title="_DSC5137a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5137a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a><img title="_DSC5127a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5127a-1024x679.jpg" alt="" width="295" height="196" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5124a.jpg" target="_blank"><img title="_DSC5128a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5128a-1024x678.jpg" alt="" width="295" height="196" /><img class="aligncenter size-large wp-image-4251" title="_DSC5124a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5124a-1024x679.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></p>
<p>               <strong>Toda essa cor e delicadeza</strong> é embrulhada em cômodos entremeados por jardins, cada cantinho oferecendo uma vista perfeita do lago, das montanhas, da cidade&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5152a.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4253" title="_DSC5152a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5152a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;e até mesmo do nosso hotel.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5166a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4254" title="_DSC5166a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5166a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Mesmo já tendo visitado o</strong> palácio no dia anterior, iríamos vê-lo novamente e soubemos disso conversando com o gerente do Lake Palace. Falando sobre o filme, o hotel e a beleza do complexo em frente, ele mencionou que no dia seguinte à noite aconteceria ali a tradicional festa do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kartik_Poornima"><em>Kartik Poornima</em></a> em homenagem a Brahma, o criador. A comemoração é sempre na lua cheia do mês de <em>Kartik</em> (entre novembro e dezembro) e em Udaipur o marajá é o anfitrião. Uma parte dos convites é aberta ao público e resolvemos conferir: poderia ser espetacular, certo?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0751a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4265" title="_NIK0751a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0751a-1024x681.jpg" alt="" width="630" height="419" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Certo: a noite foi realmente</strong> inesquecível e provou que o marajá <em>star</em>, que adora a mídia, sabe mesmo receber. O grandioso pátio do palácio estava lindamente decorado, bebidas e canapés nos faziam esperar uma cena curiosa: a entrada do antigo soberano e sua família, acompanhados de banda marcial – os marajás perderam todo o seu poder de governo com a independência indiana, mas ainda detêm suas propriedades e títulos. Fogos sobre o lago marcam o início da festa e em seguida a apresentação da orquestra de câmera de Madras com o incrível flautista Bernard Wystraete. Alguns discursos e um delicioso jantar depois, voltamos para casa felizes com a coincidência da data e a oportunidade.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0856a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4266" title="_NIK0856a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0856a-1024x681.jpg" alt="" width="630" height="419" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0791a.jpg" target="_blank"><img title="_NIK0866a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0866a1-1024x681.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a> <a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0791a1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4271" title="_NIK0791a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/NIK0791a1-1024x681.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>No dia seguinte tive que</strong> adiar a busca, mas com bons motivos: um deles era visitar a área do mercado, já que eu e meu querido adoramos descobrir o que cada lugar tem de melhor, experimentar a agitação do dia-a-dia, ter uma idéia mais precisa da autenticidade do cotidiano.</p>
<p><img class="aligncenter" title="_DSC5267b" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5267b-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5310a.jpg" target="_blank"><img title="_DSC5317a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5317a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5310a1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4275" title="_DSC5310a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5310a1-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>A Índia foi um prato</strong> cheio para isso e o de Udaipur talvez tenha sido o mais bacana que vimos na nossa viagem: frutas e verduras brilhantes de tanto frescor, cestos e balaios, cocos para uso nos templos, cereais, utensílios de cozinha (vontade de trazer uma panela para cozinha mogul) e muito mais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5254a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4276" title="_DSC5254a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5254a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a><strong><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5288a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4277" title="_DSC5288a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5288a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5319a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4278" title="_DSC5319a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5319a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></strong><strong><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5325a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4279" title="_DSC5325a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5325a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>               À tarde, os estímulos e</strong> a agitação do mercado foram substituídos pela calma e beleza, quando seguimos para os arredores da cidade para visitar alguns templos antigos. Antigos e simplesmente maravilhosos&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5391a1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4221" title="_DSC5391a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5391a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>O primeiro complexo, à beira</strong> de um lago em que se banhavam búfalos e crianças, era o Sas Bahu, do século XI. Eu já tinha visto muitos templos na viagem, sejam hinduístas, jainistas ou sikhs, e achava que nada mais me surpreenderia depois de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ranakpur">Ranakpur</a>, mas a beleza dos entalhes e do entorno me captaram. O silêncio era quase absoluto, só quebrado pelos risos das crianças ao longe. As esculturas em pedra tinham motivos misteriosos e ao mesmo tempo modernos, me lembrando linhas art déco. No meio do lago, a ponta de um templo afundado, que surgia em completo somente na época da seca. Os templos em pedra em primeiro plano, grandes árvores em verde claro ao fundo. Pássaros, flores crescendo em meio às pedras. Com certeza você já passou por essa experiência de estar em um lugar tão excepcional que a vontade é de absorver intensamente cada segundo. E de não querer ir embora.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5403a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4223" title="_DSC5403a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5403a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5426a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4309" title="_DSC5426a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5426a-1024x679.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Foi com relutância e muitas</strong> olhadas para trás que fomos embora, mas ainda tinha mais uma surpresa deliciosa: o templo de Eklingji, dedicado a Vishnu e um dos mais reverenciados da região, sendo também o templo pessoal do marajá. Um pouco mais antigo, do século X, o complexo tem 108 templos e nem parece tão grande olhando de fora, enquanto esperávamos o portão abrir às 17h. Nem tão grande foi a espera, nos distraindo ao contabilizar tantos olhares curiosos em cima de nós, os únicos ocidentais ali.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="eklingji1" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/eklingji1-776x1024.jpg" alt="" width="303" height="400" /></p>
<p style="text-align: center;">(<em>foto cedida por <a href="http://www.flickr.com/photos/archer10/" target="_blank">archer10</a>)</em></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>A porta é aberta e seguimos</strong> o ritual básico de tirar os sapatos, depois comprando guirlandas de flores. Seguimos para outra fila e continuam os olhares: alguns riem, outros só observam, mas não percebemos nada mais que curiosidade. Entramos então de verdade no complexo, templos e mais templos enfileirados, com o principal ao meio: foi para lá que seguimos, testas pintadas, envolvidos pela música circunspecta e incenso. Depositamos nossa oferenda em frente às quatro faces de Vishnu e saímos, os rostos tranqüilos orando ficaram dentro do templo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/eklingji2.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4285" title="eklingji2" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/eklingji2-768x1024.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;">(<em>foto cedida por <a href="http://www.flickr.com/photos/archer10/" target="_blank">archer10</a>)</em></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Passeando pelo complexo, encontramos mais</strong> uma família curiosa e também corajosa: um grupo de mulheres sorridentes de todas as idades me cercou, uma senhora idosa estimulando uma pequenina a me tocar. Uma das moças falava inglês, me fez perguntas e elogios e ao final todas se despediram respeitosamente. Fiquei tocada pelo encontro breve, pois além de carinhosas, elas representaram um dos poucos contatos que tive com as mulheres indianas &#8211; no turismo os prestadores de serviços são quase todos homens e elas, em geral, são bastante tímidas. Pena não poder tirar fotos ali dentro, uma vontade de registrar aquele lindo conjunto de mulheres.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/khatu-eklingji-picture-gallery1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-4299" title="khatu-eklingji-picture-gallery" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/khatu-eklingji-picture-gallery1.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>(foto de <a href="http://www.esamskriti.com">www.esamskriti.com</a>)</em></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Chegou o nosso último dia</strong> na cidade e com ele o fim da nossa viagem mais que marcante, inesquecível. Eu e o Arnaldo sentíamos uma tristeza grande, uma espécie de banzo indiano. Tínhamos quase o dia todo antes de irmos para o aeroporto e decidimos aproveitá-lo bem, curtindo mais uma vez o centro e com o objetivo de achar o meu lugar em Udaipur. Andamos pelos <em>ghats </em>até um dos portões de entrada da cidade antiga, seguindo as ruelas no sentido do palácio e dos templos principais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5647a1.jpg" target="_blank"><img title="_DSC5926a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5926a-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /><img class="aligncenter size-large wp-image-4302" title="_DSC5647a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5647a1-1024x680.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img title="_DSC5742a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5742a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Passamos pela região de Lal Ghat</strong> e descemos pelo outro lado, atravessando novamente um dos braços do lago. Era ali que ficava uma pontinha de terra que avançava nele e onde, pelos meus mapas, havia um restaurante. Era minha aposta e não me desanimei com as ruas quase desertas.</p>
<p><img class="aligncenter" title="_DSC6049a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC6049a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Entrando aqui e ali, chegamos</strong> ao Ambrai, um simpático hotel. Continuei atravessando pelo seu pátio até que o encontrei, o meu lugar: um jardim e mesas, uma árvore grande fazendo sombra sobre eles, à beira do lago, com vista para um palácio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC6037a1.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4294" title="_DSC6037a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC6037a1-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>Mas agora eu podia ver</strong> também que dali havia também uma vista linda para o Lake Palace e para um ghat próximo, onde pessoas se banhavam e lavavam suas roupas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC6033a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4298" title="_DSC6033a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC6033a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">               <strong>O sol deixava o Palácio</strong> da Cidade dourado e fazia a água brilhar, agitada de vez em quando pelos barquinhos que passavam lentamente. O resto era todo igualzinho ao que eu tinha visto na foto original, mas com uma diferença brutal: dessa vez eu estava ali e fazia parte da paisagem.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC6060a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4300" title="_DSC6060a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC6060a-1024x680.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">                <strong>O final perfeito para uma</strong> viagem perfeita&#8230;só que deixou ainda mais difícil a tarefa de sair do centro histórico, sair do nosso hotel, sair de Udaipur, sair da Índia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5093a.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter size-large wp-image-4209" title="_DSC5093a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC5093a-1024x679.jpg" alt="" width="630" height="418" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>No coração de Minas</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 16:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades históricas de Minas]]></category>
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		<description><![CDATA[       Estava com vontade de escrever este post há muito tempo e, apesar de já terem se passado cinco anos dessa viagem, ela estava fresca na minha cabeça. A oportunidade veio com um convite para escrever um post: o Estado de Minas está lançando um portal de turismo novo, o Wikiminas, que tem uma proposta muito bacana. Além das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-2.jpg"></a><a href="http://interata.squarespace.com/" target="_blank"><img class="alignleft size-large wp-image-4093" title="op 11" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-11-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></em></p>
<p><em>       Estava com vontade de escrever este post há muito tempo e, apesar de já terem se passado cinco anos dessa viagem, ela estava fresca na minha cabeça. A oportunidade veio com um convite para escrever um post: o Estado de Minas está lançando um portal de turismo novo, o <a href="http://www.wikiminas.com.br" target="_blank">Wikiminas</a>, que tem uma proposta muito bacana. Além das informações básicas sobre os destinos, a idéia é ter usuários e visitantes acrescentando informações e criando um banco de dados cada vez mais completo e do ponto de vista de quem já foi e conferiu. Como um dos meus destinos queridos no Brasil, eu só posso ficar feliz e participar da iniciativa. Dêem um pulo <a href="http://www.wikiminas.com.br/" target="_blank">lá</a> e confiram o projeto!</em></p>
<p><em>       </em>Mesmo tendo nascido e vivido toda minha vida em São Paulo, sou uma entusiasta de Minas Gerais, em boa parte por conta da origem de meus pais. Minhas visitas quando criança a um certo canto do sul de Minas me levaram a gostar de cada pequeno indício de que eu estava do outro lado da divisa: as casas antigas de colonos, os coqueiros no meio dos pastos, as cerquinhas tortas, os riachos com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taboa" target="_blank">taboas</a>&#8230;até mesmo as placas enferrujadas e asfalto esburacado me faziam sentir em outro território.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-71.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4078" title="tiradentes 7" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-71-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p><em>       </em>Outras imagens queridas retornam, de quando chegávamos à cidade com a visão dos casarões de estilo eclético, o carro tremendo sobre o piso de paralelepípedo, o som das vozes que me cumprimentavam naquele sotaque mineiro delicioso: &#8220;Emilinha!&#8221; Poderia continuar aqui com tantos outros detalhes, mas, apesar de talvez deixar alguns relembrando suas próprias memórias infantis, esses são registros totalmente pessoais, praticamente indescritíveis. Melhor ficar aqui com o outro motivo que me leva sempre a voltar para Minas e que está ao alcance de todos: o seu conjunto de atrações naturais, históricas, culturais e humanas que não se parece com nada do que temos em outras regiões do país.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-8.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4103" title="op 8" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-8-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p><em>       </em>Talvez o melhor lugar para sentir a originalidade de Minas seja o circuito das cidades históricas: é irresistível a combinação do patrimônio colonial com todas aquelas particularidades mineiras. Como não se sentir acolhido pelo relevo montanhoso e a gentileza e discrição de quem você encontra pelo caminho? Eu costumo brincar que essa região é o equivalente brasileiro do interior francês, quando você sai no seu carro explorando as pequenas cidades antigas, curtindo a paisagem de campo, comendo bem.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-10.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4095" title="op 10" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-10-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p>       Essa é a oportunidade de mergulhar em uma parte fundamental da história brasileira, o Ciclo do Ouro, quando Minas foi o centro da exploração deste metal e de pedras preciosas, especialmente no século XVIII. A riqueza material permitiu um desenvolvimento cultural nunca visto antes na história e é esse reflexo na educação, arquitetura, música, literatura e artes plásticas que é possível ainda sentir nas cidades históricas. Sobre esse assunto fantástico, especialmente o surgimento do barroco mineiro, sugiro fazer uma visita ao <a href="http://interata.squarespace.com" target="_blank">Fatos &amp; Fotos</a>, que tem <a href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2008/8/21/ouro-preto-o-barroco-mineiro-e-a-inconfidencia-de-minas.html" target="_blank">posts</a> detalhados e com muita pesquisa.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-12.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4096" title="op 12" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-12-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p><em>       </em>Sortudos os próprios mineiros e também os que estão pertinho, como paulistas e cariocas, que podem sair, como eu, numa bela manhã em direção a <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=Tiradentes" target="_blank">Tiradentes</a>, minha primeira parada ao percorrer o caminho, na companhia sempre fantástica da minha mãe: brincava que era uma vergonha uma mineira não conhecer as maravilhas do seu próprio estado e que iríamos resolver essa falha de currículo <img src='http://www.aturistaacidental.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-5.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4079" title="tiradentes 5" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-5-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p>       Chegar à cidade foi como entrar em um cenário de conto de fadas: como podia existir um chuchuzinho de cidade assim? Preservada, pequena, atmosférica. Os detalhes das casas e das primaveras debruçadas sobre os muros atraem os fotógrafos, que têm aqui inspiração de sobra para vários cliques.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-1.jpg"><img title="tiradentes 1" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-1-1024x680.jpg" alt="" width="280" height="186" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-3.jpg"><img title="tiradentes 3" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-3-1024x680.jpg" alt="" width="280" height="186" /></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-3.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-3.jpg"></a></p>
<p>       E todos conferem os antiquários e as lojas, já que esta é uma região tradicional de artesanato de qualidade &#8211; fica em <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=Bichinho" target="_blank">Bichinho</a>, distrito a alguns quilômetros da cidade, a sede da <a href="http://www.oficinadeagosto.com.br" target="_blank">Oficina de Agosto</a>, famosa dentro do Brasil e fora. A vila foi bem retratada <a href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2009/1/15/voce-ja-foi-a-bichinho.html" target="_blank">aqui</a>, neste post do Fatos &amp; Fotos.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-6.jpg"></a></p>
<p><em><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-61.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4072" title="tiradentes 6" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-61-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></em></p>
<p><em> </em><em>       </em>Mas o melhor mesmo é bater perna, curtir a calma de cidadezinha que parece estar fora do tempo presente, e visitar a igreja matriz de Santo Antônio. Ela é uma das mais lindas igrejas do barroco mineiro e o brilho do ouro que a recobre pode ser conferido de dia, mas também à noite se for dia de concerto na matriz.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-2.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4080" title="tiradentes 2" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-2-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p>       Chegar até ela já é um prazer, se for pela subida suave  através da rua Padre Toledo, a mais perfeita tradução de Tiradentes, de uma beleza concentrada. No pátio da igreja, a atração principal, além da fachada de Aleijadinho, é a vista da cidade e da serra de São José &#8211; um paredão de pedra que protege Tiradentes e faz com que cada um se sinta aconchegado aos pés dela. Vale a pena uma caminhada pela crista da serra, suas vistas, mata e rios. Outra possibilidade de caminhada é a que acompanha o canal que traz água da nascente até o Chafariz de São José, chamado de Mãe d&#8217;Água.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-4.jpg"><img title="tiradentes 4" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-4-1024x680.jpg" alt="" width="280" height="186" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-8.jpg"><img title="tiradentes 8" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-8-1024x680.jpg" alt="" width="280" height="186" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/tiradentes-4.jpg"></a></p>
<p> <em>      </em>E como não falar do conjunto fabuloso de restaurantes? Difícil acreditar na quantidade e qualidade deles numa cidade tão pequena, mas é fato a tradição gastronômica de Tiradentes, com algumas das melhores casas de comida mineira do Brasil, além de opções francesas, italianas&#8230; É só escolher: Tragaluz, Viradas do Largo, Estalagem, Theatro da Villa e muitos outros.</p>
<p><em>       </em>Tiradentes é uma ótima base para ir até a vizinha <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_Del_Rei" target="_blank">São João del Rey</a>, que, se não é tão charmosa quanto, compensa com seu patrimônio arquitetônico: a Igreja São Francisco de Assis e suas palmeiras imperiais, o Solar dos Neves, a Catedral Nossa Senhora do Pilar e as suas ruazinhas cheias de casarões anônimos que merecem um olhar calmo. A melhor maneira de fazer a visita é seguir pela maria-fumaça que percorre em várias viagens por dia o caminho entre as duas cidades.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_0031.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4116" title="IMG_0031" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_0031-1024x768.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p><em><em>(foto de Emília)</em></em></p>
<p><em>       </em>Difícil se despedir de Tiradentes (quem quiser continuar a viagem, sugiro uma visita <a href="http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2008/11/21/tiradentes-e-so-joo-del-rei.html" target="_blank">aqui</a>), mas seguir é preciso &#8211; próxima parada:  <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=Congonhas" target="_blank">Congonhas</a>, para uma visita aos doze profetas de pedra-sabão esculpidos por Aleijadinho. A cidade não tem atrativos, mas o complexo da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos compensa totalmente a parada. O complexo, que ocupa o topo de uma colina e uma boa parte de sua encosta, inclui o adro e escadaria da igreja com os magníficos profetas, a própria e sua curiosa sala de ex-votos e também as Capelas dos Passos com esculturas em madeira, na maior parte feitas por Aleijadinho. A Unesco reconheceu em 1985 a importância da basílica e a transformou em Patrimônio Mundial.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_0079.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4117" title="IMG_0079" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_0079-1024x768.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p><em><em>(foto de Emília)</em></em></p>
<p><em>       </em>Daqui segue-se por mais um trecho de estrada até a grande estrela das cidade históricas de Minas &#8211; <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=Ouro_Preto" target="_blank">Ouro Preto</a>. A minha primeira impressão não foi muito positiva: tendo saído da encantadora Tiradentes, foi um choque ver o centro histórico perdido no meio de morros cheios de casas de construção recente e sem nenhuma relevância arquitetônica (além da frustração de tentar me encontrar nas ladeiras estreitas e sem sinalização). Ouro Preto só me conquistou mesmo à noite, quando saímos pela cidade quieta em direção à praça Tiradentes, percorrendo as vielas cheias de bruma.</p>
<p><em><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-2.jpg"><img title="op 2" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-2-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></em></p>
<p><em>       </em>Ela tem razão em sua fama: o conjunto dos seus casarões históricos, igrejas e museus é simplesmente precioso. As suas ladeiras diminuem o ritmo da visitação, o que é perfeito para manter o equilíbrio entre olhar para o alto, para observar os detalhes das construções, e para baixo, para não tropeçar no calçamento irregular. Não há mesmo porque ter pressa&#8230;no meio do caminho para a Casa dos Contos tinha um chafariz, e dali para a Matriz Nossa Sra. do Pilar tinha um café com broa de milho e de volta ao Museu da Inconfidência tinha um buffet mineiro no restaurante Chafariz.</p>
<p><em><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-7.jpg"><img title="op 7" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-7-1024x680.jpg" alt="" width="280" height="186" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-5.jpg"><img title="op 5" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-5-1024x680.jpg" alt="" width="280" height="186" /></a></em></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-7.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-7.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-5.jpg"></a></p>
<p>       Difícil manter a contagem das suas igrejas e até pode-se pensar que é uma visitação cansativa depois de algumas, mas a verdade é que não dá para resistir a entrar em várias delas, já que cada uma tem uma característica exclusiva. Cada uma delas vale a visita: as matrizes, a Nossa Sra. do Rosário dos Pretos, a Santa Efigênia&#8230;Mas para mim é incomparável a Igreja de São Francisco de Assis , obra-prima de Aleijadinho e de mestre Ataíde. O primeiro conseguiu com seu projeto criar uma igreja de exterior compacto e harmonioso - era uma delícia parar para vê-la sempre no caminho para o hotel. O segundo pintou o seu teto com a cena da assunção de Nossa Senhora da Conceição que é bela e emocionante, um desafio conseguir sair da igreja sem várias apreciações demoradas.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-1.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4102" title="op 1" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/op-1-1024x680.jpg" alt="" width="600" height="398" /></a></p>
<p><em>       </em>Um bate-e-volta até <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=Mariana" target="_blank">Mariana</a> é rápido e vale a pena encaixar numa manhã, especialmente para ver a Catedral da  Sé com seu órgão espetacular (se der sorte você pode ver alguma das apresentações). Mas o cenário ainda mais característico de Mariana é a composição da praça Minas Gerais, com seus três lados tomados pela Casa de Câmera, a primeira do país, e também pelas igrejas de São Francisco e do Carmo. Uma foto da sacada da primeira, captando as outras duas, é um clássico dos álbuns de viagem.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/mariana.jpg"><img class="size-full wp-image-4118 aligncenter" title="mariana" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/mariana.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p> <em>(foto de </em><a href="http://www.redelivredecultura.com.br/Ingrid/blog/27/"><em>www.redelivredecultura.com.br</em></a><em>)</em></p>
<p>       Na volta, se estiver de carro, vale uma visita à <a href="http://www.minasdapassagem.com.br/" target="_blank">Mina da Passagem</a>, para ter uma idéia de como funcionava a atividade que deu origem a toda esta &#8216;civilização&#8217; que floresceu no interior mineiro no Ciclo do Ouro.</p>
<p><em>       </em>Antes de seguirmos para Belo Horizonte, um desvio pelas cidades de Santa Bárbara e Catas Altas para visitar o isolado <a href="http://www.santuariodocaraca.com.br/" target="_blank">Santuário do Caraça</a>, em meio à <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=Parque_do_Cara%C3%A7a" target="_blank">serra</a> de mesmo nome. Fundado no início do século XIX como um colégio, funcionou até a década de 60, quando um incêndio destruiu parte de um dos dormitórios. Hoje a construção gótica e a reserva natural na qual está inserida foram transformadas em pousada, área de pesquisas e centro religioso. As acomodações são simples, mas a beleza do lugar compensa: as trilhas levam a cachoeiras e mata de cerrado, e bichos como jacus e caxinguelês podem ser vistos até da janela do quarto, aberta para o jardim.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/caraça1.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4149" title="caraça" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/caraça1-1024x640.jpg" alt="" width="600" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/caraça.jpg"></a></p>
<p><em><em>(foto de Emília)</em></em></p>
<p><em>       </em>Mas a principal atração animal aqui é o lobo-guará: todas as noites os padres os esperam com carne no pátio da igreja. Os visitantes podem observar em silêncio, mas há que se ter paciência e agüentar um pouco o frio da noite para ver seu caminhar elegante subindo a escada, o olhar desconfiado e finalmente o seu jantar. Um momento emocionante, assim como outro mais simples, mas de que nunca me esqueço: observar o fim de tarde na escadaria da igreja, ouvindo os pássaros e a fonte do jardim francês, a luz do sol entre a mata e os coqueiros, o cheiro de fogão a lenha preparando o jantar. Pura paz.</p>
<p><em>       </em>Nos arrependemos de não termos dedicado mais um dia ao Caraça, mas era hora de começar a pensar na volta. No caminho para a capital, última parada em Sabará para uma visita muito específica: a pequena igreja de N. Sra. do Ó, extremamente simples no exterior. A surpresa é entrar e ver uma igreja ricamente ornamentada e com inusitados motivos orientais. Muito vermelho e dourado, santos com olhinhos puxados, dragões. Como eu tinha dito, é difícil cansar das igrejas, sendo cada um tão diferente da outra, todas lindas e interessantes&#8230;</p>
<p><em>       </em>Mais um bocadinho de estrada e chegamos a <a href="http://www.wikiminas.com.br/index.php?title=Belo_Horizonte" target="_blank">Belo Horizonte</a>, as suas ruas enfeitadas com ipês rosas cheios de bolas de flores. A cidade para mim é muito querida, já que na minha primeira vez nela, a trabalho, tive uma das melhores recepções: pessoas gentis, abertas, preocupadas, que marcaram positivamente o lugar, em definitivo.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/bh1.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-4150" title="bh" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/bh1-1024x669.jpg" alt="" width="600" height="392" /></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/05/bh.jpg"></a></p>
<p><em>(foto de Emília)</em></p>
<p><em>       </em>Um pato delicioso no Taste Vin, uma parada na Pampulha, outra no Mercado Municipal (muitas comprinhas de doce de leite e queijo canastra) e estávamos voltando para São Paulo. Até hoje nos lembramos com carinho e saudades de uma viagem divertida, tranqüila, bela. Completa, enfim.</p>
<p><em><em>       </em>Deixo um super agradecimento ao <a href="http://interata.squarespace.com/" target="_blank">Arnaldo</a> pelo empréstimo da maioria das maravilhosas fotos deste post (aquelas que não tem indicação de crédito). <span style="text-decoration: line-through;">Se eu pudesse colocar todas&#8230;</span>  Não dá para colocar todas, mas aqui estão os álbuns do Arnaldo no Flickr:</em></p>
<p>Tiradentes:</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/interata/sets/72157609888450444/show/">http://www.flickr.com/photos/interata/sets/72157609888450444/show/</a></p>
<p>Ouro Preto:</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/interata/sets/72157606793085122/show/">http://www.flickr.com/photos/interata/sets/72157606793085122/show/</a></p>
<p>_______________________</p>
<p><em>Outras viagens&#8230;</em></p>
<p><em>       </em>O novo <em><a href="http://frugaltraveler.blogs.nytimes.com/" target="_blank">Frugal Traveler</a> (The New York Times)</em>, Seth Kugel, conhece muito bem o Brasil e fez uma belíssima matéria sobre quase o mesmo roteiro, leia <a href="http://travel.nytimes.com/2009/10/25/travel/25brazil.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>De casa nova</title>
		<link>http://www.aturistaacidental.com.br/2010/04/29/de-casa-nova/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 21:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogroll]]></category>

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		<description><![CDATA[Há um certo tempo eu queria deixar A Turista Acidental com uma cara nova: afinal, o blog já está quase completando três anos e ele merecia um upgrade. Durante esse período muitas coisas aconteceram e a mudança no blog reflete também essa nova fase na minha vida. Além das mudanças estéticas, decidi também criar o meu domínio e dar ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um certo tempo eu queria deixar <strong>A Turista Acidental</strong> com uma cara nova: afinal, o blog já está quase completando três anos e ele merecia um <em>upgrade</em>. Durante esse período muitas coisas aconteceram e a mudança no blog reflete também essa nova fase na minha vida. Além das mudanças estéticas, decidi também criar o meu domínio e dar ao <a href="http://www.aturistaacidental.com.br/?page_id=10" target="_blank">siri</a>, além do visual diferente, também uma casa nova.</p>
<p>Aos que já são freqüentadores da pequena sala de visitas que é este blog, continuem sendo bem-vindos: o prazer de manter o blog aumenta com as visitas e comentários de vocês. Aos novos visitantes, sintam-se em casa.</p>
<p>Agradeço muito ao pessoal da <a href="http://www.tncom.com.br/#/homepage/" target="_blank">TNCOM</a>, em especial ao Marcelo Völker e ao Caio Vita, que entraram com todo o conhecimento técnico e dedicação para colocar o site no ar.</p>
<p>E fica aqui um agradecimento mais que especial a você, <a href="http://interata.squarespace.com/" target="_blank">Arnaldo</a>: o seu amor e seu incentivo multiplicaram a minha empolgação com esse projeto. Obrigada, meu querido!</p>
<p>Deixo vocês aqui com um post sobre Nova York, o primeiro desta nova fase. Um beijo para todos!</p>
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		<title>Deslocados no espaço&#8230;e no tempo</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 21:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura medieval]]></category>
		<category><![CDATA[claustros]]></category>
		<category><![CDATA[metropolitan]]></category>
		<category><![CDATA[the cloisters]]></category>

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		<description><![CDATA[              As fotos abaixo podem confundir os que observaram a categoria deste post e seus tags: o que mosteiros medievais têm a ver com Nova York?               Um tem tudo a ver com o outro desde a década de 30, quando foi construído The Cloisters: um museu especialmente dedicado à arte medieval, ligado ao Metropolitan [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>              As fotos abaixo</strong> podem confundir os que observaram a categoria deste post e seus tags: o que mosteiros medievais têm a ver com Nova York?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0704a.jpg" alt="" width="604" height="401" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0704a1.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0635a.jpg"></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters493a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Um tem tudo</strong> a ver com o outro desde a década de 30, quando foi construído <a href="http://www.metmuseum.org/Works_Of_Art/department.asp?dep=7">The Cloisters</a>: um museu especialmente dedicado à arte medieval, ligado ao <a href="http://www.metmuseum.org/home.asp">Metropolitan Museum of Art</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters493a.jpg" alt="" width="500" height="331" /></p>
<p><strong><strong>              </strong>O maior entusiasta</strong> e patrocinador deste início foi o industrial John D. Rockefeller Jr., que doou sua coleção particular para formar o acervo. O museu é excepcional por uma série de razões, sendo uma delas resultado também de sua iniciativa: após adquirir terras ao norte da ilha de Manhattan, ele as cedeu para a construção do Cloisters, um museu instalado no lindo Fort Tryon Park.</p>
<p><strong><strong>              </strong>Além do prazer</strong> de estar numa área tão bucólica e pouco conhecida dentro de Nova York, as vistas que se têm dos mirantes do museu são fantásticas: ele está num ponto alto, na beira do rio Hudson. E, como se ainda não bastasse, a outra margem é também um parque: um belíssimo conjunto de falésias e mata (também doado, com objetivo de preservação, por Rockefeller para New Jersey). É uma deliciosa sensação ter uma visão inesperada dessas numa cidade tão explorada/estudada/destrinchada turisticamente como Nova York!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0598a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0598a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>O mais curioso</strong> é que eu sempre recomendei a visita para quem me perguntava sobre a cidade, mesmo sem nunca ter ido ao lugar. Um grande amigo meu acatou a sugestão e voltou maravilhado&#8230;e surpreso por saber que eu ainda não o tinha visitado <img src='http://www.aturistaacidental.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' />   Eu não sabia deste anexo do Metropolitan na primeira vez em que estive na cidade, há uns 15 anos atrás, e nesta vez eu não perderia a oportunidade.</p>
<p><strong><strong>              </strong>Para começar surpreendendo-se</strong>, não espere um edifício convencional: o Cloisters é uma réplica de mosteiro medieval. E antes que soe como algo ‘disneyano’, a razão para isso é também justamente o porquê do nome – The Cloisters é justamente uma coleção de&#8230;claustros!</p>
<p><strong><strong>              </strong>O museu adquiriu</strong> de coleções particulares grandes partes de claustros franceses, além de outras estruturas medievais, e os remontou, estruturando todo o museu em torno deles. Com isso, ao andar pelo museu, você se sente em uma estrutura híbrida: paredes com blocos autênticos entremeados com réplicas, tudo muito bem sinalizado, demonstrando onde termina o original e onde começa o complemento atual, como se percebe claramente na parede da direita, na foto abaixo&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0558a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0558a.jpg"></a></p>
<p>&#8230;além de portais de pedra medievais em paredes reconstruídas e outras combinações incríveis do novo recebendo o antigo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0538b.jpg"><img class="size-full wp-image-4022 aligncenter" title="cloisters0538b" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0538b.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0538a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Surpresa e encantamento</strong> são as sensações de quando se entra no primeiro claustro, o de <strong><a href="http://www.les-plus-beaux-villages-de-france.org/fr/saint-guilhem-le-desert-0">Saint-Guilhem-le-Désert</a></strong>, do mosteiro no <em>Languedoc</em>. A luz entra no ambiente por um belo teto de vidro que filtra de maneira etérea os raios de sol&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters0594a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0594a.jpg"></a></p>
<p>&#8230;lançando um jogo de sombras sobre a colunata esculpida no século XI: uma seqüência originalíssima de diferentes padrões de escultura – flores, ondas, padrões geométricos, folhas&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters0589a.jpg" alt="" width="500" height="351" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0589a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Uma pequena fonte</strong> tem o poder de movimentar essa beleza austera com a sempre bem-vinda água, além de trazer um barulho suave ao ambiente, cheio de turistas boquiabertos e silenciosos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0635a.jpg" alt="" width="500" height="351" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0635a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Sempre me fascinou</strong> o fato de se encontrar tão longe de sua localização original, num país de contexto histórico totalmente diferente e como tudo isso aconteceu. Na verdade, a história do claustro de Saint-Guilhem é a mesma de tantos outros mosteiros e construções religiosas na época da Revolução Francesa: os monges foram expulsos pelo movimento, suas obras de arte vendidas e a estrutura ocupada para fins produtivos ou simplesmente abandonada.</p>
<p><strong><strong>              </strong>Neste caso, as</strong> peças do claustro foram parte de uma saga que envolveu uma grande dose de descaso e mesmo de dilapidação (um construtor que adquiriu o lugar o usava como ‘pedreira’), com fases em que caíram em mãos interessadas na preservação: é caso do juiz que adquire, no século XIX, uma parte significativa do claustro, sendo revendido depois para um antiquário, vindo a cair finalmente nas mãos de um escultor americano, Georges Gray Barnard, de quem Rockefeller comprou a coleção, junto com as peças dos outros três claustros do museu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters0584a.jpg" alt="" width="500" height="352" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0584a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Até hoje a</strong> cidade lamenta a perda do patrimônio histórico, reivindicando que o claustro é melhor entendido dentro do contexto de Saint-Guilhem e de seus belos entornos, mas o fato é que é um verdadeiro milagre que uma parte deste claustro tenha sobrevivido a tantos eventos desgastantes. Seria realmente desejável que estivesse em seu lugar original, mas é um alívio saber que tais obras de arte estejam a salvo para que hoje possam ser admiradas e estudadas.</p>
<p><strong><strong>              </strong>O centro do</strong> museu é ocupado pelo seu claustro mais imponente, vindo do mosteiro beneditino de <strong><a href="http://www.pyrenees-decouverte.com/en/visites/artroman/st-michel-cuxa/index.php">Saint-Michel-de-Cuxa</a></strong>, nos Pireneus. Quando se entra nele a impressão é de ter se transportado para o interior francês: mais que em outros claustros do museu, aqui se sente a força do desenho medieval, tanto na estrutura como na decoração.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters0686a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0686a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>O sol do</strong> alto verão entrava com força total no jardim e transbordava para as galerias do claustro: com uma luz dessas, difícil não sentir o alto astral &#8211; o melhor a fazer é se sentar e apreciar. Uma bela fonte ao centro, as flores&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0728a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0725a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0725a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0725a.jpg"></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0728a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0725a.jpg"></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0725a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0725a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0728a.jpg"></a></p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignnone" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters0728a.jpg" alt="" width="292" height="194" /> <img class="alignnone" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0725a.jpg" alt="" width="292" height="194" /> </p>
<p style="text-align: left;">  &#8230;as colunas entalhadas com cenas bizarras, que se tornavam menos soturnas, curiosas até, com o brilho do sol sobre elas.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0706a.jpg" alt="" width="270" height="291" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0706a.jpg"></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0706a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>O claustro, do</strong> século XII, tem uma história muito parecida com aquele de Saint-Guilhem, tendo sido também adquirido por Barnard depois de muito garimpar as peças na região do mosteiro e em Paris. Mas existe uma diferença fundamental: <a href="http://www.cuxa.org/">Saint-Michel</a> possuía dois claustros, sendo que ainda existe um deles no mosteiro. A torre do Cloisters é uma réplica da original em Cuxa, assim como as telhas que cobrem as galerias: é fácil perceber em todos os detalhes a maneira cuidadosa como o museu foi concebido.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0721a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0721a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>O claustro de</strong> <strong>Bonnefont-en-Comminges</strong> tem uma bonita colunata, mas montadas somente em duas laterais (provavelmente não deve ter sobrado muito do original)&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0771a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0771a1.jpg"></a></p>
<p>&#8230;e o que realmente chama atenção aqui é o jardim que foi projetado no centro, além de uma réplica de capela gótica em um dos cantos e a linda visão do Hudson abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters0762a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0762a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0584a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0589a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0598a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>O Cloisters teve</strong> o cuidado de compor seus jardins com plantas, flores e ervas cultivados na Idade Média, para tentar recriar o mais fielmente possível o ambiente da época. O jardim de Cuxa é principalmente ornamental, enquanto o de Bonnefont é o mais usado em cursos e tem a maior amostra de ervas medievais do museu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0755a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0755a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Ele realmente se</strong> parece mais com um hortinha organizada do que com um jardim. É muito aconchegante e familiar: nessa hora dá vontade de ter trazido um livro para se sentar numa sombra e curtir a visão do verde em primeiro plano no jardim e também ao fundo, na moldura que faz o parque.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0760a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0760a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Um livro para</strong> curtir os jardins é requisito para aproveitar um dia inteiro no museu, mas não é preciso se preocupar com o almoço: é possível comer um sanduíche e outras coisinhas no <a href="http://www.metmuseum.org/visit/dining/trie_menu.aspx">café</a> do Cloisters. Suas mesas ocupam a galeria do claustro de <strong>Trie-en-Bigorre</strong> e seu lindíssimo jardim: a idéia é recriar os campos de flores silvestres vistos nas tapeçarias medievais.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/04/cloisters0779a.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0779a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Mas não é </strong>só de claustros que o museu é feito: seu acervo é enorme e engloba também a famosa série de tapeçarias com o tema do <a href="http://www.metmuseum.org/explore/Unicorn/unicorn_inside.htm">Unicórnio</a>, vitrais (que decoram a capela gótica), coleção de esculturas, iluminuras e portais em pedra, entre muitas outras obras de arte.</p>
<p><img class="alignleft" title="cloisters0555a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0555a.jpg" alt="" width="271" height="180" /></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0532a2.jpg"><img class="size-full wp-image-3960  alignright" title="cloisters0532a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0532a2.jpg" alt="" width="271" height="180" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0555a.jpg"></a></p>
<p><strong>              </strong>Uma das melhores salas é a abside da igreja de <strong>Fuentidueña</strong>, vinda por empréstimo do governo espanhol. O ambiente recriado da igreja expõe muitas peças, mas as preciosidades são mesmo este crucifixo do século XII, executado em policromia e muitas pedras incrustadas, e o afresco catalão da mesma época, retratando a Virgem e o menino Jesus, os arcanjos e Reis Magos. Aqui me lembrei de outro grande museu de arte medieval, o <a href="http://www.mnac.cat/">Museu Nacional d’Art de Catalunya</a>, em Barcelona, com seus maravilhosos afrescos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aturistaacidental.files.wordpress.com/2010/03/cloisters0675a.jpg" alt="" width="500" height="372" /></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0594a.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0675a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0686a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cloisters0728a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0704a1.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0721a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0755a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0760a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/cloisters0779a.jpg"></a></p>
<p><strong><strong>              </strong>Concertos de música</strong> medieval são também uma atração aqui e são realizados nesta mesma capela. Certamente uma experiência belíssima, assim como os concertos realizados em mais um museu referência na área, o <a href="http://www.musee-moyenage.fr/">Musée Cluny</a>, em Paris: um privilégio que pude presenciar.</p>
<p>___________________________________________</p>
<p><strong><strong>              </strong>É possível chegar</strong> até lá pela linha A do metrô (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=EbUklDXdH2o">Take the A train&#8230;</a>) até a estação da rua 190 e andar um pouco ou pegar o ônibus M4 por somente uma parada. A alternativa é vir de táxi, pegando a via expressa que margeia o rio, cuja saída para o Cloisters fica logo depois da ponte George Washington.</p>
<p><strong><strong>              </strong>Em cartaz: </strong>Até o dia 13/06/2010 é possível ver a exposição <em>The Art of Illumination: The Limbourg Brothers and the Belles Heures of Jean de France, Duc de </em>Berry, no prédio do Metropolitan. Para quem está na cidade e não quer ir até a pontinha de Manhattan, esta é uma oportunidade para ver um pedaço do acervo.</p>
<p>(fotos de <a href="http://interata.squarespace.com/" target="_blank">Arnaldo</a> e Emília)</p>
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		<title>Um pezinho na Ásia</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 03:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Istambul]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9288a.jpg"></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9317a.jpg"></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9320a.jpg"></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/img_9328.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3043" title="IMG_9328" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/img_9328.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9331a.jpg"></a></p>
<p>Religiosa e laica, moderna e cheia de história, enorme e acolhedora, européia e&#8230;asiática. Istambul tem em seus antagonismos uma de suas maiores atrações e boa parte do seu mistério vem exatamente de se encontrar metade em um cada continente. Para quem nunca esteve na Ásia, Istambul é um <em>amuse-bouche</em> do que o continente pode oferecer e mesmo sem atravessar o estreito, já que a maioria dos pontos de interesse está em solo europeu. Mas estar na cidade e não colocar os pés naquele pedaço asiático é uma judiação.</p>
<p>E o interessante é que, do outro lado do Bósforo, a cidade realmente tem uma cara diferente, menos turística e mais residencial, onde a maioria dos bairros é formada por pessoas vindas do interior da Turquia, especialmente em Üsküdar. Para chegar aos diversos pontos dessa costa, pode-se tomar um dos ferries que saem regularmente do pier de Eminönü e fazem travessias pontuais ou um dos navios da <a href="http://www.ido.com.tr/en/index.cfm" target="_blank">IDO</a> (que também atua com ferries) que fazem o cruzeiro do Bósforo, parando em vários pontos nos dois lados do estreito.</p>
<p>Um destes últimos é a opção para se chegar até Anadolu Kavağı, uma vila de pescadores que é o último ponto do estreito antes de se chegar ao Mar Negro. Esta é a única parada longa do barco, onde se tem tempo para comer e também visitar o castelo bizantino, com sua construção típica de pedras intercaladas com tijolos (que também pode ser conferida nas ruínas das muralhas ao redor da cidade). Pouco resta da sua estrutura e não ajuda muito o fato de não ser vigiado: visitantes escalando as ruínas, cães sem dono rondando o lugar e um descaso geral com a manutenção dão a impressão de abandono.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9296a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2981" title="IMG_9296a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9296a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No entanto, a posição privilegiada do castelo permite uma visão sem obstáculos da desembocadura do Estreito do Bósforo no Mar Negro.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9288a.jpg"><img title="IMG_9288a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9288a.jpg" alt="" width="500" height="266" /></a></p>
<p>Talvez esse seja um ponto de pouco interesse para um turista em sua primeira visita a cidade, mas o fato é que boa parte da atração de Istambul se deve à sua posição estratégica, controlando o fluxo comercial entre a Ásia Central, Rússia e países do Cáucaso até o Mediterrâneo, inclusive o explosivo petróleo, que vem do Mar Cáspio por oleodutos e segue pelo Mar Negro para o resto do mundo. Para mim, todas as regiões banhadas por ele têm um apelo irresistível e, ao olhar para a imensidão que se abria à minha frente, não pude impedir que minha mente viajasse um pouco pela Romênia e Bulgária, Rússia, Georgia (e um pouquinho mais adiante, Armênia, Azerbaijão&#8230;)</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9302a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2985" title="IMG_9302a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9302a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Pela sua importância estratégica, a região toda em volta do castelo é de ocupação militar, tendo suas bonitas praias acesso proibido. Mas nada impedia os ornitólogos de se fixarem sobre o morro, estudando as migrações dos pássaros da região&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9307a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2986" title="IMG_9307a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9307a.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>É possível voltar no mesmo barco ou voltar de táxi ou ônibus (linha 15A), passando pela simpática vila de Beykoz. Uma boa alternativa aos rústicos restaurantes de Anadolu Kavağı (e cheio de chamadores de turistas!) é aquele que fica em Hıdiv Kasrı, um palácio pertencente ao último governante hereditário do Egito, que o usava como sua residência de verão.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9317a.jpg"><img title="IMG_9317a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9317a.jpg" alt="" width="499" height="359" /></a></p>
<p>O lugar é deslumbrante, começando pelos seus jardins extremamente bem-cuidados e a linda vista do Bósforo e da lado europeu da cidade. Mas impressionante mesmo é o palácio em si, uma construção suntuosa que mistura <em>art nouveau </em>e decoração otomana e foi recentemente restaurado. O restaurante é lindo e sua comida deliciosa (só não serve bebidas alcoólicas).</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9320a.jpg"><img title="IMG_9320a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9320a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Pensando bem, todo o conjunto da obra é encantador e pede por mais tempo para andar pelos jardins e relaxar. Mas não há muito tempo se quiser pegar o mesmo barco que ficou na primeira parada e pode parar no vilarejo de Kanlica se voce pedir ao funcionário do cais para avisar ao navio. Pois é&#8230;ele pode parar só para você <img src='http://www.aturistaacidental.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9327a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2990" title="IMG_9327a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9327a.jpg" alt="" width="500" height="387" /></a></p>
<p>Enquanto espera o barco, é sempre bem-vindo um iogurte feito na vila, que faz uma concorrência séria aos deliciosos iogurtes gregos. É uma ótima companhia no contemplar do brilho do sol na água e da rotina tranqüila de Kanlica&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9326a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2991" title="IMG_9326a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9326a.jpg" alt="" width="500" height="343" /></a></p>
<p>Daqui o barco segue para seu destino final, Eminönü, com uma última parada no cais de Beşiktaş. Descer aqui é uma alternativa se a idéia a continuar viagem tomando um ferry de linha para Üsküdar, atravessando novamente o estreito para estar praticamente na desembocadura do Bósforo no Mar de Mármara. O bairro é uma das ocupações humanas mais antigas da região, anterior mesmo à fundação de Bizâncio e hoje é um dos lugares menos turísticos da cidade e mais pé-no-chão, algo próximo do que esperar do dia-a-dia do istambulita médio, que volta do trabalho, vai fazer compras, segue para a mesquita&#8230;É o lugar também para observar os jovens que se reúnem à beira d&#8217;água, nas interessantes arquibancadas acolchoadas com tecidos e almofadas coloridos, jogando conversa fora no final de tarde&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/img_9344ab.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3051" title="IMG_9344ab" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/04/img_9344ab.jpg" alt="" width="500" height="377" /></a></p>
<p>Fica aqui neste bairro também o barquinho que faz a ligação com <a href="http://www.kizkulesi.com.tr/en" target="_blank">Kız Kulesi</a>, uma torre do século XVIII numa pequena ilha entre a margem em Üsküdar e Saray Burnu, a ponta da península de Sultanahmet.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9331a.jpg"><img title="IMG_9331a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9331a.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Desde o período antigo sempre existiram faróis e controles de pedágio pela localização na entrada (ou saída?) do Bósforo. Mesmo que uma função prática fosse mais que evidente, muitas lendas surgiram neste pedacinho de terra, entre elas o mito grego de Hero e Leandro: ele atravessava o estreito todas as noites para se encontrar com a sacerdotisa de Afrodite, na torre onde ela morava. Como punição por ter perdido a virgindade, a deusa um dia faz surgir uma tormenta e Hero vê Leandro se afogar, se atirando da torre em seguida, em desespero. Como já dissemos algumas vezes aqui neste blog, os deuses eram mesmo muito cruéis. Enfim, mesmo que estudiosos sugiram que o local mais correto do mito fosse o Estreito de Dardanelos, mais ao sul, um dos nomes da ilha continua a ser Torre de Leandro.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="IMG_9341a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9341a.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p style="text-align: left;">Outra lenda conta a história de uma donzela a qual um oráculo previu sua morte por envenenamento e seu pai a tranca na torre para evitar a tragédia. Mas ela recebe uma cobra entre frutas que um barqueiro oferece (os senhores pescadores da foto abaixo são inocentes!) e ela sucumbe ao veneno do bicho. (Ah, os contos de fadas só mudam mesmo de endereço, não?) Daí surgiu mais um nome do lugar: Torre da Donzela, que ficou até hoje e que é também a tradução do seu nome turco.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9376a.jpg"><img title="IMG_9376a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9376a.jpg" alt="" width="500" height="278" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Mas para ser sincera, o que fisgou a curiosidade pela primeira vez foi um 007, O Mundo não é o bastante, onde Sophie Marceau e Robert Carlyle decidem explodir Istambul para controlar o comércio de petróleo na região. Mas assim como foi em Meteora, o local não tem nada a ver com os cenários do filme, claro.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9344a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9347a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2996" title="IMG_9347a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9347a.jpg" alt="" width="500" height="290" /></a></p>
<p>Mas isso nem de longe é um problema, pois a principal atração da torre é mesmo uma vista maravilhosa do pôr-do-sol, tingindo Üsküdar de dourado e escurecendo Sultanahmet, o que só reforça seu lindo perfil. A torre tem um café no último andar, onde um chá é o acompanhamento perfeito para para descansar as pernas e os olhos, depois de um longo dia de explorações&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9353a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2997" title="IMG_9353a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9353a.jpg" alt="" width="500" height="359" /></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/img_9376a.jpg"></a></p>
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		<title>Falando de amor&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 21:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogroll]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;sexo, endorfina e bobagens! A Cibele, esposa do grande Ernesto (o Pato Econômico, muito conhecido dos leitores deste blog e do Riq), está lançando um livro (Sexo, Amor, Endorfina &#38; Bobagens) que, sem dúvidas, toca a vida de qualquer um de nós: ela se propõe a desvendar os mecanismos científicos do amor e da paixão e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;sexo, endorfina e bobagens!</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.casadosaber.com.br/images/cursos/curso_1955.jpg" alt="" width="195" height="100" /></p>
<p>A Cibele, esposa do grande Ernesto (o Pato Econômico, muito conhecido dos leitores deste blog e do Riq), está lançando um livro (Sexo, Amor, Endorfina &amp; Bobagens) que, sem dúvidas, toca a vida de qualquer um de nós: ela se propõe a desvendar os mecanismos científicos do amor e da paixão e explicar os porquês das nossas decisões amorosas.</p>
<p>E para dar um gostinho do que vem por aí em seu livro, ela vai estar no dia 09 de abril, às 20h, na Casa do Saber (R. Dr. Mário Ferraz, 414 &#8211; Jd. Paulistano &#8211; SP - Tel: 3707-8900)  para uma <a href="http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1955" target="_blank">palestra</a> sobre esse sempre fascinante assunto&#8230;</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.casadosaber.com.br/index.php" target="_blank"></a><a rel="nofollow" href="http://www.casadosaber.com.br/index.php" target="_blank"></a></p>
<p>Aqui segue o programa&#8230;aproveitem e façam suas inscrições (é gratuito!).</p>
<p><strong>Ciência<br />
PARA ENTENDER O AMOR<br />
Uma Abordagem Científica<br />
Cibele Fabichak</strong></p>
<p>Existem muitas questões sem resposta quando o tema é paixão e amor: o que leva uma pessoa a se interessar por outra? Quanto tempo dura a paixão e por quê? Qual a diferença entre paixão e amor? Sexo é fundamental? A infidelidade tem explicação biológica? Como a química cerebral se altera no rompimento amoroso? E, finalmente, por que pessoas inteligentes entram em relacionamentos errados? Estudos científicos comprovam que há explicações cerebrais e hormonais, que fazem com que a paixão funcione de maneira similar a uma verdadeira droga, ou seja, há uma dependência química amorosa que mantém os amantes juntos. Por meio do conhecimento das reações químicas cerebrais desencadeadas pela paixão/amor e de como elas interferem na escolha do parceiro é plausível gerar novas possibilidades de “reflexões amorosas”.</p>
<p><strong>Data:</strong> 09 ABR<br />
<strong>Dias/horários:</strong> Sexta-Feira, às 20h (09/04)<br />
<strong>Valor:</strong> R$ 0,00 na inscrição<br />
<strong>Observações:</strong> Evento gratuito. Inscrições pelo telefone (11) 3707-8900</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.casadosaber.com.br/index.php" target="_blank"></a></p>
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		<title>Com sabão, com afeto</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 00:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Istambul]]></category>

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		<description><![CDATA[O banho hammam está longe de ser uma unanimidade entre quem visita a Turquia. A idéia do banho coletivo, o constrangimento de ser esfregado publicamente, as dúvidas em relação à limpeza do local e a incógnita sobre a etiqueta do ritual: tudo isso afasta o turista da experiência, o que é uma grande pena. Para começar, é melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2967" title="hammam4" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam4.jpg" alt="" width="500" height="328" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam51.jpg"></a></p>
<p>O banho <em>hammam</em> está longe de ser uma unanimidade entre quem visita a Turquia. A idéia do banho coletivo, o constrangimento de ser esfregado publicamente, as dúvidas em relação à limpeza do local e a incógnita sobre a etiqueta do ritual: tudo isso afasta o turista da experiência, o que é uma grande pena. Para começar, é melhor escolher um lugar recomendado pelos guias: vai estar cheio de turistas como eu e você, mas é melhor para entender o espírito do negócio &#8211; depois fica mais fácil se aventurar pelos <em>hammans </em>freqüentados pelos locais. Duas boas opções e bem localizadas (em Sultanahmet) são o <a href="http://www.cagalogluhamami.com.tr/" target="_blank">Cağaloğlu</a> e o <a href="http://www.cemberlitashamami.com.tr/" target="_blank">Çemberlitaş</a> - este último foi o que escolhi. </p>
<p>Pesou na escolha o fato dele ter sido construído no século XVI pelo grande arquiteto Sinan e ser famoso pela beleza das instalações. Pelo visual externo não dá para ter uma idéia, assim que se chega ao portãzinho escondido no meio de lojas, em plena esquina da Divan Yolu, mas o espaço é grande e ao mesmo tempo aconchegante, a começar pela salinha da recepção. É ali que se escolhe o tratamento e se paga: pode ser só o acesso ao <em>hammam</em> para sauna e banho, o serviço de banho ou este mais uma massagem. Fiquei só com o do meio, que era o ritual que me interessava.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2969" title="hammam1" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam1.jpg" alt="" width="500" height="330" /></a></p>
<p>Com uma fichinha indicando o serviço desejado e uma luva esfoliadora descartável nas mãos, fui conduzida ao lado feminino: para começar, uma área de descanso espaçosa, com sofás típicos, fonte e trocadores no mezanino. A escolha de ficar como veio ao mundo ou de calcinha é da freqüentadora, enrolando-se depois no pano que te oferecem, o <em>pestemal. </em>Um par de crocs e o modelito está perfeito para o banho. Uma porta pesada de madeira separa a salinha de descanso das senhoras que te lavarão da sala quente.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam3.jpg"><img class="size-full wp-image-2968 aligncenter" title="hammam3" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam3.jpg" alt="" width="270" height="400" /></a></p>
<p>Esta é a principal área do <em>hammam, </em>composta de uma plataforma quente octogonal, com fontes de água quente e fria ao redor, lindamente decoradas, algumas dentro de salinhas mais privadas. O primeiro passo é achar um espaço entre outras turistas nessa plataforma central, estender a sua canga, digo, <em>pestemal</em>, e se deixar suar e relaxar&#8230;coisa que acontece muito rapidamente, posso garantir. A sensação de estar participando de um ritual histórico é empolgante e ajuda muito a beleza da sala, a sua cúpula vazada com vidro, deixando passar a luz de fim de tarde&#8230;Uma atmosfera muito própria para relaxar, meditar, se divertir.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2966" title="hammam6" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam6.jpg" alt="" width="500" height="342" /></a></p>
<p>Depois de um bom tempo na moleza, surgem as &#8216;lavadoras&#8217;, só de calcinha: elas entram e se posicionam em cada lado da plataforma e vão indicando com um gesto firme &#8211; &#8216;Você: aqui!&#8217;. Ao ver o porte delas, ninguém questiona, mas já pensa na esfoliação, ui! Você estica o seu pano na beirada e começa o processo com a luvinha que você entregou a ela: é uma esfregação vigorosa, mas no meu caso esteve longe de ser desagradável, não precisei dar um toque para relaxar a pressão. Aliás, é um alívio ver toda aquela pele morta indo embora. Depois de uns baldes de água, eu estava pronta para a segunda parte: um banho com muita espuma e uma leve massagem&#8230;É engraçada a sensação de alguém estar ali te esfregando, algo tão comum que nem damos a devida atenção ao banho no dia-a-dia. Aconselho a aproveitar.</p>
<p>Depois disso mais um enxágüe e ela te encaminha para uma das fontes. Sentada sobre o seu pano, ela vai lavar o seu cabelo e enxaguá-lo. <em>Voilà!</em> Está quase pronto o banho, agora é a sua vez de se recolher às salinhas com mais privacidade e lavar as partes íntimas.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam51.jpg"><img title="hammam5" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/03/hammam51.jpg" alt="" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Limpa e esfoliada, a dúvida agora é ir embora ou voltar para a plataforma e relaxar mais um pouco, bater papo com a mulherada, tomar mais um banho faça-você-mesmo e voltar a suar&#8230;É muito interessante o clima coletivo e íntimo ao mesmo tempo, uma coisa meio &#8216;fraternidade feminina&#8217;, apesar da clara divisão locais trabalhadoras &#8211; turistas branquelas relaxando. Não sei qual é o clima da ala masculina, mas as salas são parecidas, assim como os tratamentos &#8211; a única diferença é que os homens são convidados a manter o <em>pestemal</em> enrolado na cintura.</p>
<p>Caso você queria se aventurar pelo mundo dos <em>hammans</em>, sugiro que vá logo no primeiro dia: você pode até não gostar, mas se isso acontecer&#8230;vai querer ir todos os dias!</p>
<p><em>(Todas as fotos pertencem ao site do <a href="www.cemberlitashamami.com.tr" target="_blank">Çemberlitaş Hammam</a>)</em></p>
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		<title>Caça aos vestígios bizantinos</title>
		<link>http://www.aturistaacidental.com.br/2010/02/11/caca-aos-vestigios-bizantinos/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 02:13:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
				<category><![CDATA[Istambul]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de ter sido capital do império bizantino, muito pouco dele ainda resta preservado em Istambul. Um dos melhores exemplares fica num bairro distante do centro, no limite da antiga cidade,  junto às muralhas erguidas pelo imperador Teodósio no século V: a igreja de Chora, transformada em museu &#8211; Kariye Müzesi. Chegar até lá exige um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9431a.jpg"><img title="IMG_9431a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9431a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align:left;">Apesar de ter sido capital do império bizantino, muito pouco dele ainda resta preservado em Istambul. Um dos melhores exemplares fica num bairro distante do centro, no limite da antiga cidade,  junto às muralhas erguidas pelo imperador Teodósio no século V: a igreja de Chora, transformada em museu &#8211; Kariye Müzesi.</p>
<p>Chegar até lá exige um longo trajeto de táxi ou uma combinação de meios de transporte - de Sultanahmet toma-se o bonde no sentido Zeytinburnu (oposto ao que vai para Beyoğlu, afastando-se do Corno de Ouro) até a estação Yusufpaşa, de onde se vai, com uma caminhada pequena, ao metrô &#8211; estação Aksaray. Duas estações a frente, Ulubatlı e uma corrida de táxi de dois minutos e se está na Igreja de São Salvador em Chora (Parece coisa de maluco? Talvez seja, mas a blogueira aqui é uma grande entusiasta do transporte público &#8211; fiquei especialmente fã dos bondes modernos daqui &#8211; e nada empolgada com os taxistas locais, depois de cair no conto do vigário de um deles.)</p>
<p>Neste pequeno trajeto de táxi é possível dar uma boa olhada nas muralhas, ou o que restou delas, nos trechos em que não houve reconstrução: foram elas que ajudaram a cidade a resistir tanto tempo à invasão otomana no século XV. Apesar de imponentes e interessantíssimas do ponto de vista histórico e arquitetônico, não é recomendado o passeio a pé na sua extensão, por passar por trechos inseguros.</p>
<p>Aliás,  Edirnekapı, já distante do burburinho dos bairros mais turísticos, se revela bem mais tradicional e conservadora do que a Istambul cosmopolita de Taksim ou Nişantaşi, o bairro da moda. Os moradores aqui são originários, em grande parte, do interior e foi aqui o maior índice de <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abaya" target="_blank">abayas</a></em> vistas na cidade. O ritmo é lento, as ruas são de paralelepípedo e as casas, de madeira.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9444a.jpg"><img title="IMG_9444a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9444a.jpg" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p>(Um parêntese grande: a quantidade de mulheres em <em>abayas</em> é pequena - a grande parcela da população feminina se divide entre usar a roupa ocidental moderna ou a dupla véu + sobretudo, que normalmente é colorida e combinando entre si. O interessante é que não há divisão entre elas: um mesmo grupo familiar ou de amigas pode conter tanto o kit véu como barrigas de fora. Conversando com uma canadense que já tinha morado na Turquia, ela me confirmou algo que já tinha lido em várias fontes: hoje em dia as mulheres optam por usar o véu, mesmo em famílias não-conservadoras, como uma maneira de pontuar a sua posição política pró-Islã e também como forma de reforçar sua identidade cultural. Esse aumento no uso de véus é polêmico no país, uma vez que a Turquia insiste em manter as conquistas seculares de Atatürk, além de tudo o que envolve a questão do ingresso ou não do país na União Européia. Sobre esse assunto, recomendo a leitura deste <a href="http://ladyrasta.com.br/2010/02/05/os-veus-islamicos-e-a-liberdade-da-mulher/#comments" target="_blank">post</a> instigante da Flavia Penido.)</p>
<h3><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9443a.jpg"></a></h3>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9444a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9397a.jpg"><img title="IMG_9397a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9397a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Apesar da igreja original ter sido erguida na época da construção da muralha, a construção atual é do século XI. Mas o que realmente interessa em Chora é o seu interior: a igreja inteira é tomada por mosaicos dourados, que contam histórias da bíblia com detalhes e uma delicadeza tocante, além de pedaços onde os afrescos são predominantes.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="IMG_9405a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9405a.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p>Toda essa decoração só veio ser completada três séculos depois por ordem do governante da época, Teodoro Metochites: aqui está ele num destes afrescos, oferecendo a igreja a Cristo.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9409a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2926" title="IMG_9409a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9409a.jpg" alt="" width="500" height="363" /></a></p>
<p>A igreja teve uma história parecida com Santa Sofia: foi adaptada para ser uma mesquita após a conquista pelos otomanos, com todas suas imagens cobertas com gesso. Foi transformada em museu em 1948 e a restauração que se seguiu revelou estas obras de arte, sendo que algumas das mais bonitas são as cúpulas, como esta de Cristo Pantocrátor e a sua árvore genealógica.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9400a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2904" title="IMG_9400a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9400a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A maior parte dos mosaicos da Kariye Müzesi é sobre as vidas de Maria e de Cristo e são de uma grande delicadeza. É muito fácil reconhecer as cenas aqui e ali: Joaquim e Ana apresentando a pequena Maria ao templo&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9405a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9418a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2907" title="IMG_9418a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9418a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>&#8230;o emocionante encontro de Ana e Joaquim - os dois quase num beijo, o nascimento de Cristo, a fuga para o Egito, as cenas horríveis dos infanticídios por ordem de Herodes, os milagres de Cristo, como as bodas de Caná&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9421a1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2947" title="IMG_9421a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9421a1.jpg" alt="" width="500" height="448" /></a><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9421a.jpg"></a></p>
<p>Existe a dificuldade de tirar fotos, já que essas cenas estão em sua maioria no teto e paredes altas, mas é grande a diversão em olhar os mosaicos e ver as histórias, como se fosse uma grande história em quadrinhos medieval&#8230;além da delícia que é ver tanta beleza concentrada.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9407a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2927" title="IMG_9407a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9407a.jpg" alt="" width="500" height="399" /></a></p>
<p>Alguns deles ocupam paredes inteiras e, como se não bastasse o tamanho e a proximidade, são ainda obras primas&#8230; destas, acredito que a mais impactante seja a de Cristo Khalke: o rosto é tão maravilhosamente trabalhado que parece uma pintura, não mosaico. A expressão do seu rosto atrai e é difícil desviar o olhar. A roupa tem caimento e brilho (minhas fotos não fazem justiça, vocês vão ter que acreditar em mim <img src='http://www.aturistaacidental.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  )</p>
<p style="text-align:center;"><img title="IMG_9403a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9403a.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p style="text-align:left;">Em comparação com o nártex interior e um dos externos, que brilham com o dourado dos mosaicos, a nave fica pobrezinha. Seria uma sala vazia se não fosse por umas poucas obras, entre elas uma bonita versão da assunção de Maria.</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9403a.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9412a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2930" title="IMG_9412a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9412a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Depois de tal overdose de beleza, ainda falta conferir o lado B de Chora: o outro nártex, inteiro tomado por afrescos incríveis&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="IMG_9427a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9427a.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p style="text-align:left;">&#8230;sendo que o mais famoso é o Anastasis, onde Cristo levanta Adão e Eva dos seus túmulos&#8230;impossível não admirar as cores e o movimento das roupas&#8230;</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9422a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2929" title="IMG_9422a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9422a.jpg" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p>&#8230;os rostos desenhados são cheios de emoção, tão delicados&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9424a.jpg"><img class="size-full wp-image-2932 aligncenter" title="IMG_9424a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9424a.jpg" alt="" width="300" height="400" /></a></p>
<p>Os afrescos são da mesma época dos mosaicos e muitos foram recuperados: apesar dos pontos irrecuperáveis, é bom saber que a maior parte foi trazida de volta à vida.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9434a.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2935" title="IMG_9434a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9434a.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Chora é um desses lugares onde dá para ficar horas fuçando, de boca aberta, e ajuda no clima o fato de ser pouco visitada. Se depois de tudo a fome apertar, a sugestão é descansar as pernas e comer logo ao lado, literalmente, no <a href="http://www.asitanerestaurant.com/English/index.php" target="_blank">Asitane</a>. A proposta do restaurante é resgatar a cozinha palaciana do período otomano: saber se as receitas são autênticas está fora da minha alçada, mas a comida é deliciosa, sofisticada, cheia de aromas. Aprovado por esta blogueira.</p>
<p><a href="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9443a.jpg"><img title="IMG_9443a" src="http://www.aturistaacidental.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_9443a.jpg" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p>Uma possibilidade de roteiro (que eu não segui por falta de tempo) é continuar o passeio por este canto da cidade pouco explorado, visitando os bairros de Balat e Fener, onde convivem comunidades judaicas e gregas. Igrejas ortodoxas, sinagogas e mesquitas à vontade para escolha, mas o ponto mais famoso dessa região é a mesquita do bairro de Eyüp, um ponto de peregrinação e de circuncisão de meninos aos domingos. Depois de tudo, é recomendada uma parada para uma bela vista no <a href="http://www.turkeytravelplanner.com/go/Istanbul/Sights/WesternDistricts/loti_cafe.html" target="_blank">Pierre Loti Café</a>.</p>
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