Serra da Canastra: Páginas Amarelas

Para quem quiser se aventurar na Serra da Canastra, aí vão os nossos passos…

Época – O período mais seco do ano, segundo e terceiro trimestres, são os mais indicados para visitar a região. A chuva, além de atrapalhar um pouco os passeios, também pode deixar intransitáveis as estradas de terra que dão acesso aos pontos mais bacanas (que já são normalmente mais adequadas a um jipe).

Indo em outubro, estávamos no limite da estação seca. Nós chegamos na quinta à tarde com chuvinha…que foi embora assim que chegamos na pousada e almoçamos. Até tomamos banho de rio nesse dia, com direito a um lindo pôr-do-sol. No dia seguinte, o dia foi praticamente todo nublado, com um certo frio de manhã e no sábado e domingo tivemos muito sol.

Transporte – O trajeto de carro de São Paulo até as bases da Serra não é muito fácil de descrever, melhor um mapinha.

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(mapa do site da Fazendinha da Canastra)

As estradas são duplicadas e têm bom asfalto até a divisa: a partir desse momento é melhor prestar ainda mais atenção pois os buracos são constantes e a pista é de mão-dupla. No entanto, a paisagem muda assim que se entra em Minas e fica difícil saber se você tem que prestar atenção na estrada ou nos campos verdinhos (estrada! estrada!).

O trecho a partir de São Sebastião do Paraíso não é tão interessante, mas depois de Passos a represa de Furnas dá as caras e volta a dividir a atenção com o asfalto. Em Piumhi temos que sair da estrada principal (que leva a BH) e entrar em secundárias que levam à Vargem Bonita e São Roque de Minas, dois pontos de hospedagem principais.

Passeios – Dentro do parque e nas estradas ao redor, a predominância é de estradas de terra: quem tem jipes se desloca mais facilmente. Se tiver a ajuda de bons mapas e indicações do pessoal da região, não vai precisar de guias para os passeios mais conhecidos. Isso porém não vale muito para a Babilônia, que não possui placas indicativas.

Como nós não tínhamos um jipe para chamar de nosso, contratamos o Vicente, o dono da Fazendinha (ver abaixo em Pousada). Ele possui uma Toyota e faz passeios pelo parque, como guia e motorista.

Além do passeio que fizemos, foi bastante recomendada a caminhada até o Poço das Orquídeas, além das visitas às Cachoeiras do Vento e do Fundão. Uma visitante do blog, a Bia, recomendou, nos comentários deste post, uma visita ao outro lado da Serra, mais próximo de São João Batista da Glória, especialmente para visitar o Paraíso Perdido e também ir até Capitólio, para os passeios na chalana, nos cânions da represa.

Fiquem também de olho no blog da Meilin e suas aventuras na Canastra neste Carnaval.

Pousada – Ficamos na Fazendinha da Canastra, uma pousada rural a uns 6km de Vargem Bonita, no sentido da parte baixa do Parque Nacional. O Vicente e sua esposa, a Silmar, criaram vários chalezinhos básicos e simpáticos na área da antiga fazenda da família dela. A estrutura principal tem cerca de 80 anos e foi restaurada por eles para funcionar como cozinha, restaurante e área social.

O casal é extremamente hospitaleiro e bom papo… A pousada tem o estilo tradicional mineiro, ótima para quem quer ter uma experiência rural. Se você conseguir acordar (muito) cedo, até tirar leite é possível, já que o curral está nos fundos da propriedade. 

A outra possibilidade, ao invés de ficar nos arredores de Vargem Bonita, é se hospedar em São Roque de Minas, a maior cidade das que servem como base para o parque. Uma pousada recomendada por quem já se hospedou é a Barcelos.

Comer – A hospedagem na Fazendinha era de meia pensão e tudo era maravilhoso e calórico como só a comida mineira consegue ser…sorte que caminhamos bastante, porque não conseguíamos parar de comer: torresmo, tutu de feijão, porco na lata…

O café da manhã não ficava atrás: o fogão a lenha fica aceso para derreter queijos e as broinhas, pães de queijo e etc. são todos produzidos lá.

Para almoço, a melhor coisa a se fazer é pedir um lanche de trilha para eles no dia anterior: dois lanches, duas frutas, refrigerante e água.

Compras – A melhor coisa que você pode comprar na Canastra são os famosos queijos…Canastra. São deliciosos, especialmente derretidos, formando aquela casquinha crocante…os meus acabaram num piscar de olhos.

Flora e fauna da Canastra

Fiquei muito impressionada com a variedade de flores que encontramos na Serra da Canastra. Não imaginei que os campos fossem, em boa parte, como grandes jardins…Cada área que percorríamos tinha uma flor predominando: ou canelas-da-ema, a mais presente em todos os cantos…

…ou lírios vermelhos e íris laranjas.

Podíamos ver também algumas outras mais espalhadas, mas não menos bonitas, com certeza.

Quanto aos animais, ficamos tristes por não vermos os animais-estrela do parque, como o tamanduá-bandeira e os veados-campeiros. E nem comento sobre o lendário tatu-canastra, infelizmente em extinção. Pouquíssimas pessoas da região já tiveram o prazer de ver um deles andando por aí… :-(

Mas vimos muitos outros, como famílias inteiras de macacos-prego e sagüis perto da pousada e da cachoeira da Chinela (eles foram mais rápidos do que eu, portanto…sem fotografias decentes).

Vimos muitos pássaros, como o carcará e a coruja…

E canários muito simpáticos :-)

Acredito que os amantes de pássaros podem se divertir bastante na Canastra, desde que munidos de binóculos e uma máquina com zoom mais potente que o nosso :roll:

Como não podia deixar de ser, lá estava eu procurando sapos…

E, apesar de não ser um animal silvestre, eu não poderia deixar de colocar esta familia suína que encontramos no Morro do Carvão. Além de fofos, causaram um dos momentos mais engraçados da viagem: esta blogueira aqui queria tirar fotos mais próximas dos leitõezinhos e a mamãe não gostou…vindo à toda na minha direção. O meu refúgio mais seguro foi o capô do jipe (com direito à gargalhadas dos meus companheiros de viagem, que estavam a uma distância segura dali) :lol:

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