Encontros nada casuais em Bs. As.

O sábado (29/12) começou tranqüilo…queríamos curtir a manhã nos parques de Palermo. Acho essa região uma das mais agradáveis de Buenos Aires: os parques são bem cuidados e o clima é de puro relax. Principalmente no Jardín Japonés.

Esse lugar é definitivamente um favorito meu, assim como de muita gente. Cada cantinho convida a sentar e relaxar e também a clicar. Que lugar fotogênico!

O jardim não é simplesmente um lugar de relaxamento e contemplação: a fundação que o administra sempre apresenta uma agenda cheia de atividades, como cursos de danças japonesas e origami, cerimônia do chá e exposições de orquídeas. Além de contar também com um restaurante típico, que abre para almoço e jantar. Pena que não pudemos conferi-lo.

Apesar de tantas atrações, nos deixamos somente ficar num banco um longo tempo, apreciando a beleza da paisagem. E também nas pontes, observando as carpas gigantes que abriam suas enormes bocas ao ver qualquer um se demorar por ali.

Foi bem difícil se mover…na próxima vez vou levar um bom livro e um piquenique (inspirada no post da Claudia Carmello) e simplesmente ir ficando…Mas continuamos a caminhada até o Parque Tres de Febrero.

O objetivo era chegar ao Rosedal que, mesmo sem flores no verão, é um lindo parque.

O meu objetivo desta vez era visitar o Pátio Andaluz, levada pelo post da Carla, mas infelizmente ele estava fechado. Fica para uma próxima…

Saímos dali direto para Palermo, para variar :-D Claro que era hora do almoço e fomos conferir o badalado Olsen.

O lugar tem um ambiente agradável e zen, que começa no jardim e continua no salão, todo decorado em madeiras claras, bem ao estilo nórdico. O menu tem opções de comida rápida que podem ser combinadas em entrada, prato principal e acompanhamento.

Dali seguimos para o nosso grande encontro do dia: com a Mari (y su hermana) e o Rodrigo (e a Massae)! Era para ser um cafézinho no Freddo do Pátio Bullrich, mas acabou se transformando em uma conversa de mais de 4 horas :-D

Falou-se de tudo e mais um pouco (principalmente sobre viagens, claro :mrgreen: ) e teríamos ficado muito mais. Uma unanimidade: tanto o Rodrigo como a Mari foram firmes de que nós deveríamos conhecer a Tailândia numa das próximas viagens. Quem sou eu para duvidar deles ;-)

Depois de um papo tão gostoso, só restou tempo para umas comprinhas e um gostoso jantar italiano perto de casa, no Pane e Vino.

…a gente quer comida, diversão e arte

Na sexta-feira (28), acordamos tarde, tomamos o nosso tradicional café da manhã no Del Pilar e tomamos o rumo da Avenida Figueiroa Alcorta. É um caminho arborizado, cheio de prédios bonitos das embaixadas e pracinhas.

O nosso objetivo era chegar ao Malba, que eu não tinha tido tempo de visitar da outra vez. O museu é muito famoso pela incrível coleção de obras de arte latino-americanas dos séculos XX e XXI, reunidas pelo colecionador Eduardo Constantini.

Para começar, o próprio prédio do museu é uma atração: as paredes de vidro e as clarabóias permitem à área central, de pé-direito altíssimo, receber luz e iluminar algumas das obras mais visíveis. Existe ainda um terraço com esculturas, emoldurado pelas árvores do entorno. Uma bela construção.

Mas a coleção permanente é a maior atração, tendo obras de Diego Rivera e Frida Kahlo, Xul Solar, Fernando Botero (com El Viudo, obra fantástica) e brasileiros como Hélio Oiticica, Lygia Clark e, claro, Tarsila do Amaral e seu clássico Abaporú (que, aliás, está de volta ao Brasil temporariamente para a exposição ‘Tarsila Viajante’, que fica na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, até 16/03/08.)

Abaporú (E), Autorretrato com chango y loro, Frida Kahlo (D) (divulgação do Malba)

A coleção ocupa o primeiro andar, o térreo tem os serviços e lojinha, o subsolo e o segundo andar hospedam as exposições temporárias. Quando estivemos lá, estava em cartaz uma retrospectiva de Oscar Bony, artista plástico argentino dono de uma obra curiosíssima e polêmica.

Saímos felizes e…com fome. Táxi! Palermo, por favor :-D

Tínhamos reservado uma das muitas boas dicas dos Destemperados, o Social Paraíso, e estávamos ansiosos para experimentá-lo.

Conseguimos uma mesa junto à janela que dá para o singelo pátio interno…que ambiente simples e tão agradável. A carta é curta, mas apetitosa por inteiro e meu prato estava impecável. Fiquei até triste quando acabou o meu peixinho, um dos melhores que comi ultimamente.

Ai, que pausa boa para relaxar as pernocas entre caminhadas…Saímos em reconhecimento ao badalado Palermo Viejo para meditar sobre o belo almoço que tínhamos acabado de devorar e sentir a vibração do bairro, com suas lojas charmosas e o seu forte, na minha opinião: a área gastronômica.

Descemos em direção aos parques e aproveitamos o sol mais fraco de final de tarde para…ir ao zoológico, claro.

 

Essa criança aqui tinha que ver as tartarugas…

…e os hipopótamos :mrgreen:

Alguns recintos são pequenos (talvez os conceitos de zoológico e tratamento de animais fossem diferentes na época de construção do zôo, no final do século XIX :-( ) e as estruturas precisam de reparos, mas ainda assim é um bom passeio.

Há uma boa variedade de animais e eles ficam bem próximos dos visitantes…alguns até demais (como esses ratões e as lebres)  :-D

 

Depois de tanto andar, hora de voltar para casa e relaxar porque a noite de sexta-feira seria longa…começamos conferindo outra excelente dicas dos meninos Destemperados, o Bar Uriarte. Um lindo lugar, muito badalado, boa comida…poderíamos ter ficado ainda muito mais tempo se não tivéssemos reservas para o Bar Sur.

Sabíamos que o show ia até às 2 da manhã e acabamos chegando um pouco antes da meia-noite. O lugar me cativou desde o começo: minúsculo, o ambiente original bem preservado, a luz amarela lá fora iluminando os prédios antigos de San Telmo (prato cheio para uma saudosista como eu, que logo se transportou para as décadas de 20 e 30)…sem comentar as excelentes apresentações que se revezavam: cantoras, dançarinos e pequenas orquestras.

O show no Bar Sur é ininterrupto, ou seja, não há um horário específico de início, você escolhe a hora em que quer chegar. O clima não poderia ser mais intimista, os dançarinos estão a poucos centímetros. É um programa turístico? Sim, com certeza, mas emocionante. Se puder ir mais tarde como nós, pode ter um show quase particular (só vai sentir uma certa ansiedade dos funcionários quando o relógio bater 1 e meia da manhã :mrgreen: ). E ainda ter uma aula particular de tango!  O dançarino me convidou e eu aceitei, claro. Duas vezes :-P O moço era tão bom que conseguiu me conduzir e me dar a ilusão de que eu realmente sabia dançar tango :roll:

Enfim, diversão e arte de primeira. Recomendamos muito para quem quer sentir um clima de tango diferente das grandes casas. Mas a única recomendação para nós, naquela hora, pisando nos paralelepípedos da Balcarce, era voltar para casa e dormir, que no dia seguinte ainda teríamos muito mais…