Vilarejos mil: fotopost

Quando eu estava pesquisando sobre Milos, caí de amores por umas vilas de pescadores diferentonas, que ficam na ponta nordeste da ilha. Lembrando de uma conversa com a Sylvia numas caixas de comentários atrás, eu já tinha visto, não sei onde, fotos destas vilas muito antes de pensar nesta viagem, sem saber exatamente onde ficavam. Claro que fiquei contente de ‘encontrá-las’

Eu adoro uma cidade pequena, um vilarejo… as ilhas gregas são cheias deles, mas as vilinhas em Milos tem uma ‘cara’ bem diferente e são super fotogênicas. A maior é Klima e era aqui o porto principal da Milos antiga.

As casas de pescadores são chamadas de syrmata e têm normalmente dois andares, sendo o de cima a residência e o de baixo garagem para o barco, que fica guardadinho ali quando é inverno.

Hoje em dia a maioria delas é alugada na temporada. Syrmata, moinhos…taí um lugar com hospedagens alternativas

As casas são sempre pintadas com cores vivas e normalmente tem a pintura sempre em dia…

…com algumas exceções


A essa altura do dia, a chuva já tinha ido embora há algum tempo e a melhor pedida foi relaxar nessa simpática pracinha. Uma paz…um silêncio incrível.

Só consegui sair dali porque ainda tínhamos muitas outras vilas para ver. A próxima é essa fofura que está na primeira foto do post: Firopotamos.

Uma coisa bacana é que este povoado é menor que Klima e tem uma igrejinha, fazendo uma ótima composição. Além disso, o sol tinha dado um oi discreto e fazia brilhar a água claríssima e limpa da pequena baía. Até hoje, quando vejo essas fotos, tenho vontade de simplesmente pular…

Até as ruínas pareciam ter sido colocadas ali propositalmente.

O final de tarde nem lembrava do começo chuvoso do dia…

…e decidimos visitar uma última (pelo menos por hoje): Fourkovouni.

Para variar, não se via uma alma rondando o lugar, o que poderia ser? Baixa temporada? Ou os moradores são tão tímidos assim?

Eu ainda teria continuado até Areti, mas a estradinha de terra piorava sensivelmente a partir dali e eu não queria testar a paciência do meu marido vendo mais vilarejos de pescadores do que é razoável em um dia
Voltamos para a casa, passando por uma linda praia, Plathiena. Praticamente vazia também, será que fica cheia na alta?

Ainda deu tempo para passar no Museu de Mineração, pequeno mas bastante esclarecedor quanto à fabulosa diversidade geológica de ilha (que teríamos a oportunidade de ver mais exemplos no passeio do dia seguinte). E conseguimos também um pôr-do-sol sobre Adamas: nublado, mas já anunciando um dia seguinte de sol.

Mas a procura por mais vilas ainda não tinha acabado: na nossa última manhã em Milos acabamos seguindo para a que achamos uma das mais bonitas, Mandrakia.

Aqui as syrmata são cavadas diretamente na rocha, ao invés de construídas por inteiro.

Mais um daqueles lugares deliciosos, de dar vontade de sentar num banco e só olhar a paisagem…

Depois de tantas vilinhas na beira da água, ainda sobrou uma no topo do morro: Plaka, a capital de Milos.

Ela segue o padrão típico das chora das Cíclades: pequenos cubos brancos em uma parte alta da ilha, dispostas num padrão de labirinto. Estas duas últimas características tinham como objetivo combater piratas, que forçavam a população a sair da beira da água e procurar abrigo no alto. O traçado também ajudava a combater o vento.


É muito fácil mesmo se perder, mesmo aqui, em uma vila pequena. E o pior é que raramente se vê alguém para pedir indicações, é mesmo um mistério…mas é tão gostoso andar no meio dessas casinhas cheias de primaveras, portas e janelas de colorido tão vivo. Até as abandonadas têm seu charme.


É um lugar muito bom para jantar numa noite quente, ao ar livre. Foi neste restaurante abaixo que comemos uma inesquecível cheese pie (tradução: um simples pastel de queijo, dos nossos
)


Plaka tem ainda alguns museus, que não visitamos, como o Museu de Folclore e o Arqueológico. Além do kastro (fortaleza), bem no topo da colina, o melhor lugar para ver um pôr-do-sol de babar…mas isso é assunto para um próximo post





















