Deixando Paris: Île de France

Chegamos ao Charles de Gaulle e fomos recebidos como da última vez: com chuva e friozinho, mas com o super carinho do Jacques, que deixa tudo mais acolhedor. Só uma coisa seria diferente: nada de Paris, seguimos direto para o interior, mais especificamente La Fortelle, quase saindo da região de Île de France e entrando na Normandia.

La Fortelle é um vilarejo fofíssimo e minúsculo: em cerca de meia hora se dá a volta nele inteiro a pé, incluindo um tempo para apreciar a vista da cidade ao lado (como na foto acima), onde se concentra todo o comércio. É um lugar para viver a vida com calma, apreciando o campo: observando os pássaros, plantações e conversando com a gente do lugar, como a gentil madame agricultora da casa abaixo. Ela, me observando tirar fotos da vila, me convidou para conhecer a sua casa de fazenda do início do séc. XIX e me contar um pouco da sua história (além de trazer um escargot para a minha apreciação :-D )

Além de ser fundamental para o descanso de duas almas cansadíssimas, tanto do jet-lag quanto das últimas semanas cheias de trabalho e preparação de viagem, La Fortelle é a casa de campo da Guilou e do Jacques, onde eles organizaram a nossa festa em família. Cerca de 40 pessoas vindas de várias partes da França se reuniram no lindo jardim, onde brindaram à nossa saúde e se serviram de um buffet delicioso, cheio de saladas, pães, charcuterie e aqueles queijos maravilhosos que a gente só encontra por lá.

No dia em que partimos de La Fortelle para voltar a Paris, fizemos ainda algumas paradas pelas fofas cidadezinhas ao redor, como Ezy-sur-Eure e Anet, onde há um castelo renascentista…

(foto da direita: www.gardens-to-visit.com)

…e pela casa do Charles, primo do Marc, que vive numa fazenda lindíssima dentro de uma vila fundada por templários, que também construíram esta igreja que fica dentro da propriedade deles.

Voltamos então para Paris, finalmente (Neuilly, na verdade). Mas na cidade tivemos um tempinho apenas para um passeio rápido pela Champs-Elysées, deserta no domingo, onde só demos uma olhada nas vitrines e compramos CDs. Seguem duas amostras simpáticas do que compramos por lá:

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Foi triste não ficar nem um diazinho em Paris…ainda mais com pessoas nos convidando para várias coisas. Pensamos até em esticar um pouco no final da viagem, já que teríamos que passar por lá na volta, mas a multa para mudar a passagem nos impediu. De qualquer maneira, viajar é sempre uma escolha e dessa vez decidimos ficar no sul da França e ter mais tempo na Grécia. Esperamos poder voltar ainda muitas vezes para essa cidade que é preferidíssima (minha e de meio mundo ;-) )

De qualquer maneira ainda pudemos curtir um pouquinho Neuilly…

…e olhar de relance alguns pontos bacanas perto de casa antes de cair na estrada em direção ao sul :-D

Lua-de-mel: uma aventura franco-greco-turca

Planejar uma grande viagem é sempre um prazer e também uma responsabilidade. Planejar uma lua-de-mel, mais ainda. Junte as duas e vocês terão idéia da nossa expectativa ao preparar esta viagem da qual acabamos de voltar. Na verdade, os únicos que voltaram foram os nossos corpos: os espíritos estão ainda vagando por lá, perdidos em algum ponto de Istambul… :roll:

A escolha dos lugares veio aos poucos: o destino principal, a Grécia, surgiu como a segunda colocada na lista, ficando atrás do badalado Taiti. Como precisávamos de muito tempo de descanso, o clichê lua-de-mel na Polinésia acabou ficando para alguma boda: o nosso dinheirinho não renderia muito por lá (claro que eu iria querer ficar uns dias num super bangalô sobre as águas :mrgreen: ). A Grécia já deixou de ser um destino barato há muito tempo, mas ainda tem opções interessantes de hospedagem que não deixam o viajante com nome no SPC na volta.

A França como começo de viagem foi uma conseqüência natural, já que a minha cara-metade é mezzo-brazuca, mezzo-francês. Toda viagem na Europa é uma ótima oportunidade de ver a família e foi isso o que fizemos: reservamos 10 dias para matar as saudades e relaxar antes do nosso roteiro grego. Além disso, recebemos um super especial presente de casamento da Guilou e do Jacques (tios do Marc e agora meus também): uma festa para comemorar nossa união junto à família francesa, já que poucos, como eles próprios, puderam vir ao Brasil na data.

E Istambul…bem, essa era uma fixação antiga minha, que estava um pouco adormecida e que o Arnaldo, com uma série sensacional sobre a cidade, fez relembrar. A viagem já estava longa, mas não custava nada esticar por mais uns cinco diazinhos ;-)

A nossa viagem se prolongou por 35 dias…uma loucura, considerando que não podemos nos ausentar muito de nossos trabalhos. Acho que a última vez em que tivemos tantos dias de férias foi na época do colégio ou começo de faculdade. Trabalhamos como loucos e nos organizamos para poder sair com a cabeça sossegada.

Mas a verdade é que só pudemos sonhar em montar um roteiro deste tamanho, com uma super estrutura de transportes, graças ao nosso presente de casamento: como já morávamos juntos, uma das duas listas de casamento foi junto ao nosso agente, o Paulo da Performance. E, ao contrário do que imaginávamos, as pessoas gostaram da idéia de colaborar com a nossa lua-de-mel. A todos eles, a nossa enorme gratidão…   :oops:    :-D

E começa a epopéia…Acho que eu nunca fosse falar isso, mas quem quiser nos acompanhar (virtualmente, claro :mrgreen: ) nessa lua-de-mel, seja bem-vindo!