Rios da Babilônia
No segundo dia na Canastra, nosso rumo foi o lado oposto do parque: a chamada Serra da Babilônia, que na verdade é composta por várias serras.

Este é um lado do parque muito pouco freqüentado e conhecido pelos turistas, mas vale a pena percorrer uns bons quilômetros por lá porque a paisagem é magnífica.

Esta área gigantesca não é oficialmente parte do parque nacional porque ainda não foi desapropriada, sendo toda dividida em grandes fazendas, onde a atividade principal é a criação de gado.

A paisagem oferece lindas vistas o tempo todo e uma característica marcante deste lado da serra são as pedras que nascem do solo em 45º, apontando sempre para a Canastra.


Mas nem só de pedras e gado vive a Babilônia e ela não fica muito atrás do lado mais famoso do parque no quesito rios, cachoeiras & afins… Os rios não são tão famosos quanto o São Francisco e nem as cachoeiras tão impressionantes como a Casca D’Anta ou a Lavras, que podem ser vistas ao longe na Canastra, mas são ótimos para nadar e relaxar. E foi o que fizemos…
Logo depois de subir a serra pelo lado leste, visitamos esta pequena cachoeira, muito fotogênica (gente, não me lembro o nome dela
)
O poço é perfeito para nadar e a cachoeira tem força na medida para uma boa massagem…Ao redor as paredes de pedras estavam cheias de flores do cerrado e o tempo, que estava nublado, começava a dar brecha para o sol aparecer…e o dia só estava começando
Mais um pouco de jipe e caminhada com as vacas nos calcanhares (que viam em nós os peões que colocam sal nos cochos), chegamos a outro chuchu de cachoeira que forma o Poço da Babilônia:

Que lugar delicioso, quem me dera ter uma piscina natural dessas em propriedade minha (suspiros)… Água na temperatura certa, linda vegetação ao redor, muitos peixinhos
Dá até para usar as pedras como trampolim para cair na água, mas não fiz isso em respeito às minhas lentes, que me fariam muita falta no resto do dia e também por estar em módulo zen


E continuamos nossa jornada, com uma certa relutância. Seguindo pela crista da serra, paramos em um ponto estratégico chamado Mirante da Babilônia, onde podemos ver bem em frente a Casca D’Anta vertendo da Canastra, uma visão inesquecível.



Ai, ai…mas ainda tínhamos mais alguns lugares para conhecer, então seguimos para a cachoeira do Taboão. Ela tem uma linda queda, mas é um pouco mais abaixo no rio onde nadamos: um canto com uma grande piscina e algumas quedinhas em escada, muito próprias para sentar e sentir a água batendo na cabeça e nas costas.


O dia estava quase acabando…entramos no jipe e seguimos para a borda sul da Babilônia, onde avistamos o vale onde fica São João Batista da Glória, uma das cidades que margeiam o parque.

Cortamos a serra no sentido norte e tínhamos outro vale: o que separa a Babilônia da Canastra:

Terminamos este dia de relax no Morro do Carvão, nossa última parada…

…onde pudemos ver o pôr-do-sol.

Voltamos para a pousada pelo vale, sempre com a vista da Casca D’Anta do nosso lado esquerdo e o cantar dos grilos no ouvido.
PS: O título deste post é uma homenagem a dois amigos com quem passamos uma tarde engraçadíssima de viagem com muita música trash
























