Lindo demais da conta…

Eu tenho um caso de amor antigo com Minas. Minha família é toda do sul do estado e eu sempre visitava a cidade deles quando criança. Faz muitos anos que não volto, mas a minha empatia com Minas só aumentou, com umas viagens aqui e acolá, e também através de uma nostalgia de algo que não vivi, mas sempre esteve na minha memória, através das histórias de minha mãe e meu pai, de meus avós, de meus tios…

Por isso não precisei pensar muito quando um casal de amigos fez uma proposta irrecusável para o feriado de 15 de novembro: ir para a Serra da Canastra.

A pousada onde queriam ficar estava lotada, mas dois chalés tiveram desistência…e ficamos com eles. Era um lugar que eu queria visitar há bastante tempo, também influenciada pelo Marc, que já havia estado lá e aprovado.

Portanto, malas no carro e pé na estrada! Quando entramos em Minas, as estradas são de mão dupla e a conservação piora consideravelmente, mas em compensação uma boa parte do trajeto é feita margeando o lago de Furnas (é possível fazer um desvio na rodovia para passar sobre a barragem).

Você não tira os olhos da paisagem…em alguns pontos a represa forma uns cânions onde a estrada passa por cima, em outros as cachoeiras correm ao lado dela, especialmente no trecho da rodovia que margeia a face sul do parque. É possível fazer um passeio para ver as quedas d’água que escorrem diretamente dos cânions para a represa, mas infelizmente não podemos relatar, pois não estavam fazendo o passeio aos domingos, quando voltávamos :-(  (e as poucas lanchas queriam cobrar um absurdo…). Bem, fica para uma próxima.

Ao se aproximar da área do parque, você já consegue visualizar bem o relevo impressionante da serra e sabe que já está perto do parque. O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado com o objetivo de proteger a fauna e flora especiais da serra e a nascente do Rio São Francisco.

Ele é formado na verdade por duas serras, que compõem uma espécie de ‘V’: a da Canastra, propriamente dita, formando o vetor superior no mapa e a da Babilônia, um pouco maior, na parte inferior.

(mapa do site www.folhadacanastra.com.br)

A paisagem é sempre muito imponente, com muitas vistas das serras e dos vales entre elas. É como se você estivesse vendo, em dimensão real, mapas de relevo ou maquetes.

A sensação de amplidão é maravilhosa, assim como a absurda fartura de água que existe na região. São rios e cachoeiras em todo canto e é difícil acreditar que cada fenda vertical nos paredões da serra marca a nascente de mais um rio. Muito impressionante…

Outra coisa: eu estava esperando um ótimo destino eco - boas caminhadas, rios e cachoeiras para nadar, paisagens para curtir e relaxar. Mas eu ainda tive uma boa surpresa, que é encontrar o estilo mineiro ’da roça’ :-D Casinhas típicas, gente da terra que gosta de uma boa prosa, comida calórica e deliciosa…tudo o que me faz sentir em casa.

Sem contar esse sotaque mineiro que é demais de gostoso :-D

Com a ajuda de São Pedro

Há alguns finais de semana atrás, acordamos cedo no sábado. Ainda estava escuro, mas podíamos ouvir bem: chuva e daquelas pesadas…

Mas vamos lá: era o batizado da minha sobrinha e não era uma chuvinha que iria me deter. E descemos a serra…

Uai…e não é que a chuva comeceu a ceder no começo da Tamoios? Em Caraguá, só um tempinho nublado e chegando em Ubatuba…sol? Algo está errado nisso tudo :lol:

Não estava, não: o dia estava maravilhoso. A fofinha tem mesmo pé quente :-D Depois do batizado fomos todos almoçar na casa da avó dela e pegar uma praia, que tempo como esse não tem todo dia…

Nesses dois dias, pudemos aproveitar muito uma das praias mais simpáticas de Ubatuba, a Domingas Dias. Do final da descida da serra, em Caraguá, são apenas 30 minutos para chegar lá e o visual dela e da praia do Lázaro, vistas da Rio-Santos, é de babar…duas enseadas perfeitinhas, com uma bela moldura de mata atlântica.

(foto de Vinicius A.O. Dittrich, no site Panoramio)

Eu não sou muito fã do Lázaro, mas Domingas Dias é toda perfeitinha: pequena, formando uma baía, águas muito calmas (boas para quem gosta de nadar e também para crianças), mata de todos os lados e uma coisa essencial: ela é limpa. Não há farofa devido ao acesso difícil, através do condomínio. Fora de feriados e alta temporada, então, é uma tranqüilidade só.

Uma coisa interessante: dependendo de onde você está, não dá para ver o horizonte, pois ela tem bem em frente a praia dos Arquitetos (ou Vermelha do Sul, nome oficial), outra praia linda pra chuchu.

Dependendo do ângulo, dá para ver a Praia Dura, à direita, ou a Fortaleza, à esquerda. Andando até o cantinho direito até dá para ver o mar aberto.

Dê uma olhada nos chapéus de sol: não dá vontade de ler (e dormir) embaixo?

Além da vegetação natural belíssima, as casas do condomínio são discretas e os projetos de paisagismo são muito bacanas, bem integrados na paisagem.

Só me esqueci (para variar) do snorkel…ouvi falar que tartarugas, às vezes, aparecem por esses cantos. Os cantos cheios de pedras são perfeitos para o mergulho.

E você olha para trás e ainda vê esse cenário…está bom ou quer mais? :-D