Um dia de puro ócio

 

No dia seguinte é que pudemos curtir de verdade a praia…Bonete tem cerca de 600m, sendo que o canto esquerdo (olhando do mar) é bem agitado e próprio para o pessoal que gosta de surfe.

 

A praia também tem um riozinho desaguando no seu canto direito…

…que também é o lugar preferido para os pescadores guardarem seus barcos.

O canto direito também deve ser bom para fazer um snorkeling, mas tinha esquecido o meu…

É um lugar ideal para se fazer nada e era exatamente esta a proposta do dia: tomar sol, ler, tomar banho de mar e banho de rio, bebericar, comer, andar…puro relax.

Como vocês podem ver, a praia é um sossego só…quando estávamos lendo nesse canto aí da foto de cima tivemos somente a companhia de algumas senhoras da vila, que aparentemente estavam curtindo o sábado, como nós.

Almoçar na baixa temporada foi algo um pouco mais difícil, já que todos os barzinhos de praia estavam fechados (no único aberto a senhora que cozinhava disse que não podia nos servir, pois estava preparando a festa da netinha dela – que ouvimos depois ao longe :-D ). A pousada não oferece almoço, mas se prontificaram para passar uma encomenda por rádio, se quiséssemos.

Claro que sim…e fomos parar na Petiscaria Nema, um lugar na beira do rio, que serve comida caseira.

Almoçamos uma saladinha e PF tradicional de peixe, com direito a farofa de taioba, uma especialidade caiçara. O lugar é simples e muito agradável, com um pequeno deck sobre o rio.

Depois do almoço aproveitamos para conhecer a vila, que é muito organizada e bucólica.

Quer dizer…nem tão bucólica assim :roll:

Essa igrejinha simpática fica na beira da praia.

Querendo variar um pouco, de Bonete dá para continuar no sentido leste até as praias de Enchovas (uma hora de caminhada) e Indaiatuba, em seguida. Era o que queríamos fazer, se tivéssemos mais um dia (e pernas menos doloridas :oops: ).

Mas só voltamos para relaxar na pousada…

Depois de um jantar à luz de velas, ouvindo o som do mar, saímos para a praia. Pouquíssimas luzes na vila, só a lua, quase cheia, ajudando na caminhada.

Mas sugerimos que você leve uma lanterna…é uma surpresa iluminar a areia e se surpreender com centenas de pequenas luzes se movendo: são os sirizinhos que aproveitam o sossego da noite para sair da toca e prosseguir com sua rotina :-D

A lanterna também ajuda a tomar cuidado e não atropelar um pobre coitado. Pelo meu cabeçalho também dá para perceber que eu adoro siris, não?  ;-)

Um fim perfeito para um belo dia :-D

Trilogia Bo: parte final

No lado sul de Ilhabela existem uma pequena praia, fotogênica e isolada, com uma vilinha de pescadores: Bonete.

Pois é…juro que foi coincidência: mais uma ilha, mais uma vila de pescadores, mais um lugar começado em Bo… o que mais pode vir? Bocaina? Borborema? Bodrum? Bolívia? (essa não vale, mais um lugar Bo já visitado :roll: )

Nós estivemos lá em 2005, mas foi uma visita de um dia só. Passamos uma tarde linda por lá, com direito a soneca debaixo dos chapéus-de-sol depois do cansaço da trilha, peixinhos fritos e cerveja. E o sol brilhava…ê beleza.

Aproveitamos ainda para fazer uma visita à Pousada Canto Bravo, da qual já tínhamos ouvido falar e rolava uma certa curiosidade. A pousada foi plenamente aprovada e uma visita, dessa vez para ficar, começou a ser planejada naquele dia mesmo.

Só que entre planejamento e realização existe uma certa distância e a nossa foi de quase dois anos: era só reservar e apareciam compromissos sociais, trabalho, tempo ruim, joelho machucado, quadril idem…e a reserva era desfeita.

Um dia (há mais ou menos um mês atrás), resolvemos: ou vai…ou vai! Desmarcaríamos os compromissos que aparecessem, não importaria o tempo. E partimos numa sexta cedinho para Ilhabela. Atravessamos a balsa e seguimos direto para o extremo sul da ilha, onde acaba o asfalto. Ali deixamos o carro (em um restaurante chamado Nova Iorqui, com “i” mesmo), colocamos a mochila e começamos a caminhada.

A trilha é apenas uma das duas maneiras para chegar ao Bonete: a outra é por mar, mas essa possibilidade depende das condições climáticas. Queríamos fazer de novo a trilha para ajudar a entrar no clima zen…além disso, barco era a nossa escolha para a volta.

De onde deixamos o carro até a praia são cerca de 15 km de trilha margeando a costa, percorridos dentro do Parque Estadual de Ilhabela, que preserva uma bela área de Mata Atlântica.

 

A paisagem é linda…no começo é possível ver (e ouvir) o mar batendo contra as pedras lá embaixo. Depois, a mata fica mais fechada e a idéia é curtir as árvores e flores, além dos pássaros no caminho. Dessa vez vimos um casal de tucanos cruzando a trilha bem na nossa frente e um pica-pau bem tranqüilo: ele percebeu nossa presença, mas continuou com o seu trabalho :-)

Para melhorar,  passamos por duas lindas cachoeiras no caminho: a da Lage e a do Areado. 

 

Perfeitas para refrescar o corpo, comer alguma coisa e…recuperar o fôlego.

E o silêncio? Só os pássaros e o mar lá no fundo…Um pouco de silêncio é algo a que todos deveriam poder se dar ao luxo de vez em quando :-D

Só uma coisinha: a trilha é uma delícia, mas tem vários pontos de subida forte. Faça seus alongamentos, tome bastante água e faça uma parada estratégica de vez em quando…para observar a paisagem, claro :mrgreen:

Depois de umas quatro horas caminhando, aparece uma área aberta e você finalmente vê o seu ponto final:

Mais um pouquinho e você pode colocar os pés na areia :-D